Draghi conquita apoio do ex-premiê Matteo Renzi na Itália

Lideranças pedem por uma frente de união nacional
Lideranças pedem por uma frente de união nacional - FOTO: Wikimedia Common

O ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi declarou apoio a Mario Draghi para comandar o próximo governo do país. Renzi, que foi o detonador da atual crise política do país, ao retirar seu pequeno partido Itália Viva da coalizão do ex-premiê Giuseppe Conte, disse que o ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) como premiê seria um seguro para as vidas de nossas crianças e nossos netos.

Renzi considerou que não haveria melhor nome para lidar com os fundos de recuperação da União Europeia.

O bloco deve enviar mais de 200 bilhões de euros (US$ 240 bilhões) à Itália, a fim de apoiar à economia local diante da pandemia do coronavírus (Covid-19).

O ex-premiê falou após uma reunião com Draghi, que estava em seu segundo dia de consultas com os fragmentados partidos italianos, após ser apontado pelo presidente Sergio Mattarella para tentar formar um governo.

O Partido Democrático já anunciou que apoia Draghi, bem como o Força Itália, do ex-premiê Silvio Berlusconi. Já o Irmãos da Itália, de extrema-direita, disse que não pretendia participar, defendendo eleição antecipada. As consultas devem continuar hoje com a Liga e o Movimento 5 Estrelas.

O secretário-geral do Partido Democrático (PD), Nicola Zingaretti, afirmou ontem, em comunicado, que a sigla tem "plena disponibilidade" a um governo de Draghi, após reunião com o encarregado de formar um novo comando no país. O PD fazia parte da coalizão de Giuseppe Conte, que foi derrubada, o que Zingaretti afirmou ter levado ao país a uma crise dramática, improvisada e injustificada. (E.C.)