Biden pode ajustar pacote e retirar mínimo de US$ 15/hora

Proposta tributário ajudará em pacote de investimentos
Proposta tributário ajudará em pacote de investimentos - FOTO: Divulgação

Depois de deixar a oposição de lado e manter, em sua proposta de pacote fiscal, o oferecimento de mais
US$ 1.400 a pessoas em situação de vulnerabilidade, em uma estratégia de negociação, o presidente norte-americano, Joe Biden, pode ajustar seu projeto e retirar o item que eleva o salário mínimo nacional, atual de US$ 7,25 por hora, para US$ 15 por hora, mais que o dobro. A sinalização foi dada ontem, pela porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

"É claro que haverá ajustes na proposta de pacote fiscal. O presidente Biden ficou no Senado por 36 anos e sabe como uma negociação funciona", declarou ela, em coletiva de imprensa.

Biden anunciou, na sexta-feira da semana passada, que decidiu manter a proposta de novos cheques de
US$ 1.400, como forma de atenuar os impactos econômicos da crise da Covid-19.

A posição revoltou o Partido Republicano, que negociava enxugar os benefícios, alegando a iminência de pressões na inflação e na dívida pública.

O pacote fiscal ainda precisa ser aprovado pelo Congresso. Caso os US$ 1.400 ganhem aval do Parlamento, cidadãos elegíveis poderão receber até US$ 2.000, considerando o benefício de US$ 600 aprovado durante a gestão Donald Trump."Vou agir rápido contra a crise e gostaria do apoio dos republicanos para isso, mas eles não estão dispostos a ir tão longe quanto eu", disse Biden, em pronunciamento na semana passada.

Psaki reforçou ontem que o líder da Casa Branca vai seguir em negociações com parlamentares, governadores e prefeitos para aprovar o maior pacote fiscal possível. (E.C.)