Auxílio emergencial deve voltar em março

Presidente não deu detalhes do valor nem quantas pessoas serão contempladas
Presidente não deu detalhes do valor nem quantas pessoas serão contempladas - FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou, ontem que uma nova rodada do auxílio emergencial deve ser paga a partir de março e por um período de até quatro meses. O chefe do Executivo ressaltou que essa é a alternativa discutida atualmente entre o Executivo e o Congresso. Ele disse, contudo, que não sabe qual seria o valor do benefício.

"Está quase certo, ainda não sabemos o valor. Com toda certeza - pode não ser - a partir de março, (por) três, quatro meses", disse em conversa com jornalistas ao final de evento do governo em Alcântara (MA). "Isso está sendo acertado com o Executivo e com o Parlamento também porque temos que ter responsabilidade fiscal", acrescentou.

O presidente não deu detalhes de quantas pessoas serão contempladas com essa nova rodada do auxílio.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que a ideia é atender à metade dos 64 milhões de beneficiários que receberam no ano passado. Nem Bolsonaro nem o ministro disseram como vão ser os critérios de seleção.

Em janeiro, o presidente disse que a retomada do auxílio "quebraria" o Brasil. Agora, contudo, ele diz que vai ter uma nova rodada, mas que a retomada do benefício representaria um endividamento muito grande do país.

Na conversa com jornalistas após a cerimônia, repetiu que o auxílio custa caro. "Eterno é aposentadoria, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) tá? E é uma questão emergencial, porque custa caro para o Brasil", disse.

Bolsonaro reforçou sua defesa pela retomada das atividades normais do comércio, sem restrições por conta da pandemia da covid-19. "Agora, não basta apenas conceder mais um período de auxílio emergencial, o comércio tem que voltar a funcionar, tem que acabar com essa história de fecha tudo", disse.