Tecnologia pode facilitar manejo de vacinas nos EUA

Produção será da Oxford/AstraZeneca
Produção será da Oxford/AstraZeneca - FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Moderna e a IBM anunciaram nesta quinta-feira, 4, um acordo para explorar tecnologias que facilitem o manejo e a distribuição de vacinas contra a covid-19 nos Estados Unidos. As empresas farão uso de inteligência artificial, blockchain e nuvem híbrida.

"O objetivo é identificar maneiras pelas quais a tecnologia pode ser usada para ajudar a acelerar o compartilhamento seguro de informações entre governos, provedores de saúde, organizações de ciências biológicas e indivíduos", diz um comunicado divulgado pelas companhias.

A farmacêutica e a empresa de tecnologia afirmam que pretendem melhorar a confiança nas campanhas de vacinação e aumentar as taxas de imunização no país.

Dentre as principais medidas, estarão soluções de gerenciamento de vacinas que forneçam rastreabilidade de ponta a ponta e abordagem de potenciais interrupções na cadeia de suprimentos.

"A Moderna está comprometida em trabalhar com uma coalizão de parceiros para aumentar a educação e a conscientização sobre a importância da vacinação para ajudar a derrotar a covid-19", disse o diretor administrativo de Operações Comerciais da farmacêutica na América do Norte, Michael Mullette.

"Se já houve um momento para se reunir em torno de tecnologia aberta e colaboração, é agora", afirmou o líder de alianças estratégicas globais da IBM, Jason Kelley.

Insolvência

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, afirmou que a economia mundial apresenta riscos de insolvência de empresas privadas, com pesquisas indicando uma deterioração das condições de crédito e dados registrando um aumento do número de empresas insolventes com faturamento maior que US$ 60 milhões na segunda metade de 2020. "A dívida do setor privado não-financeiro atingiu altas históricas" por conta da crise, notou o dirigente.

Este cenário ocorre apesar do apoio fiscal dado às companhias ao longo do ano passado, que foi bem sucedido em reduzir a quantidade de pedidos de falência e, em alguns casos, a níveis menores que em períodos anteriores, de acordo com Malpass.

Ele não espera, porém, que esta tendência continue em 2021. Diante desta previsão, o dirigente alerta para a necessidade de pensar em ferramentas para facilitar a reestruturação das dívidas de empresas.

Outros impactos foram destacados como a perda de 250 milhões de empregos.