União Européia deverá ter 10 milhões de doses de vacinas

No mundo vacinas estão sendo produzidas  para conter o avanço do coronavírus
No mundo vacinas estão sendo produzidas para conter o avanço do coronavírus - FOTO: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, anunciou nesta terça-feira acordo com a Pfizer e a BioNTech para receber mais 10 milhões de doses da vacina contra o coronavírus desenvolvida pelas farmacêuticas no segundo trimestre de 2021. Pelo contrato, o bloco receberá até cerca de 200 milhões de doses no período.

O novo lote será antecipado das 100 milhões que estavam previstas para o restante do ano. "Essa é uma notícia muito boa, que dá aos Estados membros margem para manobras e possivelmente resolve gargalos na distribuição", afirmou a presidente da Comissão, Ursula Von der Leyen.

A UE tem sido criticada pelo ritmo lento de distribuição de imunizantes, sobretudo em comparação com as campanhas mais avançadas de Estados Unidos e União Europeia. Nos últimos dias, vários países suspenderam o uso da vacina da AstraZeneca após relatos de coágulos sanguíneos possivelmente ligados à vacinação.A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) investiga os casos.

Caracas - O governo do presidente Nicolás Maduro descartou nesta segunda-feira, 15, a autorização para uso da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca na Venezuela, diante dos efeitos negativos registrados em algumas pessoas que receberam o imunizante em outros países.

"A Venezuela não permitirá que a vacina AstraZeneca seja usada em nosso país devido aos efeitos que causa nos pacientes", disse o vice-presidente venezuelano, Delcy Rodríguez, em uma nota transmitida pela televisão estatal.

Cerca de vinte países - incluindo Alemanha, França, Itália e Espanha - suspenderam preventivamente o uso da vacina da AstraZeneca após a divulgação de relatos de que algumas pessoas que receberam o imunizante haviam tido coágulos.

Rodríguez fez seu comentário horas depois de se reunir com o representante da Organização Pan-Americana da Saúde, em Caracas, com o "objetivo de denunciar a ameaça" de uma variante do coronavírus surgida no Brasil.

Na véspera, Maduro mandou "cercar" Caracas, os Estados centrais de La Guaira e Miranda e o Estado de Bolívar, na fronteira com o Brasil, por sete dias a partir de 15 de março, para deter a cadeia de contágio da variante do vírus, conhecida como P.1. Uma semana antes, a Venezuela confirmou os dez primeiros casos de infecção pela cepa.

Já o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta terça-feira, 16, que tem conversado com vários países sobre a possibilidade de compartilhar o excedente de vacinas contra a covid-19 do país. "Vocês saberão mais em breve", afirmou o democrata a repórteres na Casa Branca.

Nesta segunda-feira, 15, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que os EUA estão "engajados" com outros países, inclusive o Brasil, na discussão de uma possível doação de imunizantes, mas ela reforçou que a prioridade é vacinar a população americana antes de doar o excedente para os países que mais necessitam de ajuda para conter o avanço da epidemia do coronavírus.