EUA expandem restrições de exportação à Rússia

Relatório divulgado aponta interferência em eleição
Relatório divulgado aponta interferência em eleição - FOTO: Divulgação

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou ontem que expandirá as restrições de exportação à Rússia e acusou o país de utilizar armas químicas contra adversários. O anúncio ocorre após o presidente norte-americano, Joe Biden, chamar o líder russo, Vladimir Putin, de "assassino". O governo americano divulgou anteontem um relatório que aponta para interferência russa na eleição presidencial americana de 2020.

Segundo o documento, Putin supervisionou os esforços para prejudicar a candidatura do democrata, que disputava o cargo com o ex-presidente Donald Trump.

"O Departamento de Comércio está empenhado em impedir que a Rússia acesse tecnologias sensíveis dos EUA que possam ser desviadas para suas atividades de armas químicas malignas", disse o comunicado do governo americano.

De acordo com o documento, os russos usaram armas químicas ou biológicas em violação ao direito internacional.

No ano passado, o opositor russo Alexei Navalny sofreu uma tentativa de envenenamento que foi condenada pelos EUA e por países da União Europeia. Após passar um período na Alemanha, ele foi detido ao retornar à Rússia.

"A partir de 18 de março de 2021, o BIS analisará os pedidos de licença sob a presunção de negação de exportações e reexportações de itens controlados por razões de segurança nacional que se destinam à Rússia", disse o comunicado dos Estados Unidos. (E.C.)