Lockdown sem salário não recebe adesão

STF se decidiu sobre pedido do presidente
STF se decidiu sobre pedido do presidente - FOTO: Antonio Cruz/Agência Brasil

Nenhum funcionário público de Criciúma, cidade no sul de Santa Catarina, aderiu ao decreto do prefeito Clésio Salvaro (PSDB) que propôs um "lockdown sem remuneração". A medida foi anunciada na quarta-feira, dia 17, mas não teve adesão do funcionalismo. A cidade tem o maior número de mortes registradas por covid-19 na região e, assim como as demais regiões, está com hospitais lotados.

Declaradamente contra o lockdown em todo o município, Salvaro gravou vídeo em tom de desabafo e disse que "não há necessidade de parar a economia, nós precisamos continuar trabalhando" e diz que quem quiser se cuidar, em casa, não terá direito a salário.

"Não quer vir trabalhar? Não tem problema. Quer se cuidar? Ótimo, vai ficar em casa, mas não vai receber salário. É assim mesmo, porque é muito fácil pedir lockdown quando a geladeira está cheia e o salário garantido, então estou decretando lockdown na prefeitura, só que é voluntário, facultativo". Funcionários ficaram revoltados com a medida. (E.C)