Biden pede maior controle de armas

Em pronunciamento ontem o presidente americano, Joe Biden, disse que não é preciso esperar mais informações sobre o atirador para agir e apelou a legisladores que aprovem leis que permitam maior controle no acesso a armas e restrinjam vendas de fuzis semiautomáticos e cartuchos de alta capacidade.

"Eu não preciso esperar mais um minuto, muito menos mais uma hora para tomar passos de senso comum que salvem vidas no futuro", disse Biden. Um homem de 21 anos abriu fogo contra clientes de um mercado, usando um AR-15, e deixou dez mortos.

Biden defendeu a aprovação de duas leis aprovadas pela Câmara dos Deputados que dificultam o acesso a armas e tentam fechar lacunas no sistema de checagem de antecedentes.

"O Senado dos Estados Unidos, espero que alguns estejam ouvindo, deve aprovar imediatamente os dois projetos de lei aprovados pela Câmara que fecham as lacunas no sistema de verificação de antecedentes", disse.

Muitos republicanos se opõem ao maior controle do acesso a armas. Como o Senado está atualmente dividido entre 50 democratas e 50 republicanos, o governo Biden deve ter dificuldade.

Quando o sistema nacional de checagem de background não consegue responder, imediatamente, se um americano está apto a comprar uma arma, o FBI deve investigar a questão. Se a investigação não tem início em três dias, os donos de lojas de armas podem decidir se procedem ou não com a venda, apesar de não haver resposta positiva sobre a permissão de compra.

Pelo projeto aprovado pela Câmara e sob análise no Senado, o prazo de três dias para a resposta da checagem de antecedentes será ampliado para dez dias. A outra lei já aprovada pela Câmara consiste na ampliação das medidas para verificação do antecedente.