China repudia sanções anunciadas por países contra autoridades

China: sanções são
China: sanções são "calúnia e afronta ao povo chinês" - FOTO: Divulgação

A China convocou embaixadores estrangeiros nesta terça-feira, 23, em protesto às sanções contra autoridades do país anunciadas pelos Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Reino Unido devido a supostas violações de direitos humanos na região de Xinjiang, no oeste da China.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse na terça-feira, 23, que as novas sanções são "uma calúnia e uma afronta à reputação e à dignidade do povo chinês."

"Eu os aviso que não devem subestimar a firme determinação do povo chinês em defender seus interesses e dignidade nacionais, e eles vão pagar o preço por sua insensatez e arrogância", disse Hua a repórteres em uma coletiva diária.

A afirmação ocorreu horas após os ministros das Relações Exteriores da China e da Rússia denunciarem uma nova onda de críticas e sanções em relação a direitos humanos contra ambos os países.

Em uma coletiva de imprensa na cidade de Nannig, os chanceleres rejeitaram críticas externas aos seus sistemas políticos autoritários e disseram que estão trabalhando para avançar o progresso global em questões que vão da mudança climática à pandemia do coronavírus.

"Países devem ficar juntos para se opor a todas as formas de sanções unilaterais", disse Wang. "Essas medidas não serão aceitas pela comunidade internacional."

A Rússia também está sob sanções ocidentais, devido a violações de direitos humanos e à agressão militar contra a Ucrânia. O chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que os laços entre o país e a China se fortaleceram quando as relações entre Moscou e a União Europeia foram abaladas, enquanto acusou os outros países ocidentais de "impor suas próprias regras a todos os outros, que eles acham que devem sustentar a ordem mundial."

"Se a Europa quebrou essas relações, simplesmente destruindo todos os mecanismos que foram criados por tantos anos... então, provavelmente, objetivamente, isso leva ao fato de que nossas relações com a China estão se desenvolvendo mais rapidamente do que o que sobrou das nossas relações com países europeus", disse Lavrov.

Em um comunicado conjunto depois da reunião, os dois ministros disseram que nenhum país deveria tentar impor a sua forma de democracia sobre os outros criticando diretamente a postura feita pelos EUA, além de outros países que se juntaram às sanções. (E.C)