Para conter variantes, França e Itália estendem lockdown

Presidente Macron resistia às restrições por conta da próxima eleição presidencial
Presidente Macron resistia às restrições por conta da próxima eleição presidencial - FOTO: Divulgação

Os governos da França e da Itália devem estender as restrições como forma de conter a disseminação das variantes da Covid-19 na Europa. O aumento do vírus na França tem sido particularmente forte, e na semana passada, Alemanha e Espanha impuseram restrições de fronteira para viajantes vindos do país.

O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou ontem a extensão do lockdown no país. Segundo apuração, a proibição de viagens intermunicipais e o fechamento de escolas estão no radar do chefe do Executivo.

Um bloqueio total para a França representaria uma reversão para Macron. Ele havia defendido uma abordagem localizada, e sua rejeição aos conselhos para medidas mais rígidas mais cedo poderia ser politicamente prejudicial um ano antes das eleições presidenciais.

Enquanto isso, na Itália, o governo do primeiro-ministro Mario Draghi vai estender as atuais restrições até o dia 30 de abril, também de acordo com o jornal Bloomberg. Além disso, as medidas extras incluem tornar a vacinação obrigatória para a equipe médica.

Outras nações

Na tendência de adoção de novas restrições pelos países, a cidade de Osaka, no Japão, está solicitando ao governo que determine medidas mais rígidas na região. O pedido vem após a cidade notificar ontem 599 novos casos, superando os 432 de terça-feira, o maior número em 24 horas desde 24 de janeiro. A região japonesa teme que o aumento de infecções possa levar a outra nova onda no país.

Por enquanto, as autoridades locais se confortam com o fato de que a situação em Tóquio está um pouco mais calma, mas os gráficos estão mostrando uma potencial virada mais uma vez no Japão, apontou o jornal Forex Live.

No Reino Unido, as autoridades nacionais se dizem "100% confiantes" sobre a eficácia da vacina contra o coronavírus da Oxford/AstraZeneca. Na terça, a Alemanha suspendeu o uso do imunizante em pessoas menores de 60 anos devido a preocupações com coágulos sanguíneos raros.

"É uma vacina segura e o lançamento da vacina no Reino Unido está salvando vidas de pessoas em todo o país todos os dias", disse o secretário de Habitação, Robert Jenrick, à Sky News. Segundo ele, a eficácia foi "confirmada por estudo após estudo".

O regulador de medicamentos da União Europeia e a Organização Mundial de Saúde (OMS) também insistiram que a vacina é segura e eficaz. "As pessoas devem continuar a tomar a vacina. Eu certamente farei isso quando chegar a minha hora", declarou Jenrick.

Em mais uma etapa da vacinação no mundo, a Rússia registrou o primeiro imunizante contra a Covid-19 para animais. A vacina, batizada de Carnivac-Cov, foi desenvolvida por uma unidade da agência, que afirmou que a imunidade dura seis meses após a vacinação, mas continua sendo analisada pelos desenvolvedores.

"Os resultados dos testes nos permitem concluir que a vacina é inofensiva e altamente imunogênica, pois todos os animais vacinados desenvolveram anticorpos contra o coronavírus em 100% dos casos", disse o vice-chefe da agência, Konstantin Savenkov.

O imunizante foi testado em cães, gatos, raposas árticas, visons, raposas e outros animais. A produção deve começar neste mês. Casos de Covid-19 em animais foram registrados em todo o mundo, incluindo surtos massivos registrados em fazendas de visons no ano passado. A Dinamarca, por exemplo, abateu 17 milhões de visons para impedir a disseminação de uma mutação potencialmente perigosa do vírus.

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