Portugal reabre museus, terraços e escolas

Museus, varandas de cafés e escolas de ensino médio de Portugal voltaram a abrir, ontem após dois meses de fechamento, na segunda fase do plano de desconfinamento do país, duramente atingido pela Covid-19 no início do ano. Depois da reabertura das escolas primárias em 15 de março, ontem, foram os alunos do ensino médio que voltaram às salas de aula. "Vamos virar uma página na esperança que não seja necessário um retrocesso", comemorou o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Os demais setores que retomarem as atividades deverão seguir rígidas normas sanitárias. As reuniões estão limitadas a quatro pessoas por mesa nos terraços, e os museus terão de adaptar seus horários. Nas academias, as aulas coletivas não estão autorizadas.

"Este leve retorno à normalidade acontece no momento certo. Estávamos cansados do confinamento", disse à agência AFP Pedro Rosa, um funcionário público de 48 anos ao tomar seu café sozinho na área externa de um estabelecimento do centro turístico de Lisboa.

"Para mim, este é o melhor dia do ano, me faz lembrar a que ponto Lisboa é magnífica", declarou Vadim Mirigim, um turista russo de 51 anos entre os poucos visitantes que puderam atravessar esta manhã as muralhas do castelo São Jorge, fortaleza com vista para os bairros históricos da capital portuguesa e entre os monumentos mais visitados.

Enfrentando uma explosão de casos de coronavírus após as festas de final de ano, que provocou a saturação dos hospitais, o governo português impôs um segundo confinamento geral em meados de janeiro, seguido uma semana depois do fechamento das escolas

Para favorecer o retorno seguro, o governo se apoia na realização em massa de testes e em um plano de vacinação para os profissionais da educação. (E.C.)