'Fase emergencial dá resultados', diz vice

Mudança libera escolas públicas e particulares para abrirem na próxima segunda
Mudança libera escolas públicas e particulares para abrirem na próxima segunda - FOTO: REUTERS / Amanda Perobelli

O governador João Doria (PSDB) decidiu que o Estado de São Paulo vai para a Fase Vermelha a partir da próxima segunda-feira apesar de o Centro de Contingência, que reúne especialistas da saúde, ter recomendado em reunião na noite de anteontem que São Paulo continue na fase emergencial. A nova etapa do plano vai até o dia 19.

Na prática, a mudança libera escolas públicas e particulares para abrir na segunda-feira. Números que mostram a desaceleração da ocupação de leitos de UTI, abaixo de 89%, justificariam a tese de integrantes do governo. Segundo fontes, há ainda a intenção do governo de dar mais esperança e perspectiva para os setores fechados, como o comércio. Já os cientistas acreditam que os números são ainda altos demais para uma evolução e que ela passaria uma mensagem à população de que já se pode relaxar

"A medida tomada nesta manhã, em diálogo com o Centro de Contingência, mostra claramente que a fase emergencial começa a dar resultados", justificou o vice-governador Rodrigo Garcia. De acordo com Paulo Menezes, coordenador do Centro, a projeção do governo estadual é a de que algumas regiões possam regredir para a fase laranja, que prevê a abertura seletiva do comércio, a partir do final do mês, na transição entre abril e maio. "Não estamos entendendo isso como um relaxamento, mas como um avanço em relação às medidas emergenciais da fase emergencial.

Os índices utilizados por ele para fundamentar a regressão à fase vermelha são o aumento da vacinação no Estado, que teve o envase da CoronaVac temporariamente paralisado este mês; a ampliação de leitos de UTI, que mesmo após a abertura de 6,5 mil novas vagas nos últimos 90 dias se manteve com taxa de ocupação acima dos 90% no início desta semana, chegando hoje a 88,3%; e o aumento do isolamento social, que ainda na quarta-feira passada estava em apenas 44% - bem abaixo do ideal de 60% almejado pelo governo.