Saúde: 1,5 milhão não voltaram para 2ª dose

Para alcançar eficácia, esquema vacinal contra a Covid precisa ser seguido à risca
Para alcançar eficácia, esquema vacinal contra a Covid precisa ser seguido à risca - FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou ontem que 1,5 milhão de pessoas não voltaram para tomar a segunda dose da vacina da Covid-19 dentro do prazo estipulado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Pasta deve elaborar uma lista com dados detalhados de pessoas que descumpriram o intervalo entre as doses em cada Estado.

Sem dar detalhes, Queiroga também disse à imprensa que a Saúde prepara novas orientações para evitar a circulação do vírus, principalmente no transporte urbano. O ministro voltou a se opor à adoção de medidas mais duras, como um lockdown.

Segundo a coordenadora do PNI, Francieli Fontana, mesmo fora do prazo, todos devem retornar para tomar a segunda dose. Ela afirmou que o ministério irá conversar com Estados e municípios para traçar formas de ir atrás de quem está com a segunda dose atrasada. Francieli Fontana será nomeada chefe da secretaria que tratará apenas de assuntos da Covid dentro do ministério, área que ainda depende da publicação de uma medida provisória para ser criada.

As vacinas de Oxford/AstraZeneca e a CoronaVac, distribuídas até agora no Brasil, são aplicadas em duas doses, com intervalos distintos. Para alcançar a eficácia observada em estudos, o esquema vacinal precisa ser seguido à risca. O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou anteontem a 23.847.792, o equivalente a 11,26% da população total, segundo dados do consórcio formado por veículos de imprensa.

O ministro disse que não há previsão de quando grupos prioritários (cerca de 77,2 milhões de pessoas) serão vacinados. "Com as doses que tenho aí, não tem ainda condições de estabelecer prazo", disse Queiroga.