Turquia anuncia bloqueio parcial durante Ramadã

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou ontem o bloqueio parcial nas primeiras duas semanas do mês sagrado islâmico do Ramadã para conter o aumento das infecções por coronavírus. As novas medidas entrarão em vigor na noite de hoje e serão reavaliadas em duas semanas.

De acordo com o anúncio, serão implementadas limitações nas viagens intermunicipais e no transporte público. Erdogan proibiu ainda todos os eventos em espaços fechados até depois do Ramadã. O ministro da saúde turco, Harsh Vardhan, alertou anteontem para um "terceiro pico" da pandemia no país.

A Índia afirmou que está acelerando as aprovações de emergência para vacinas Covid-19 que foram autorizadas pelos países ocidentais e pelo Japão, abrindo caminho para possíveis importações de vacinas Pfizer, Johnson & Johnson, Novavax e Moderna.

A mudança, que eliminará a necessidade de as empresas fazerem pequenos testes locais de segurança, ocorreu após o maior aumento mundial de casos no país neste mês, reportou a Reuters.

Vacinas autorizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou autoridades nos Estados Unidos, Europa, Reino Unido e Japão "podem receber aprovação de uso de emergência na Índia, exigindo um ensaio clínico paralelo pós-aprovação", disse o Ministério da Saúde indiano. "Os primeiros 100 beneficiários de tais vacinas estrangeiras serão avaliados por sete dias antes de serem lançados resultados de segurança", informou o órgão.

O país ultrapassou anteontem novamente o Brasil no número de casos de Covid-19. Ontem, a Índia acumulava mais de 13 milhões de infecções, aponta levantamento da Universidade Johns Hopkins.

A Anistia Internacional pediu uma distribuição mais equitativa de vacinas pelos governos do sul da Ásia. "À medida que as campanhas de vacinação foram lançadas, os grupos marginalizados em todo o sul da Ásia foram efetivamente bloqueados por barreiras práticas", declarou Yamini Mishra, diretora da Anistia Internacional para a Ásia-Pacífico. "Os governos do Sul da Ásia devem garantir o acesso justo e equitativo às vacinas para todos, independentemente da casta, condição socioeconômica ou outra, raça ou nacionalidade".

De acordo com Mishra, "a falta de acesso ao fornecimento de vacinas na região é uma preocupação real que precisa ser tratada com urgência". A Anistia Internacional menciona especificamente moradores de favelas, dalits, minorias étnicas e trabalhadores. "A cooperação internacional é fundamental para conter a disseminação do vírus e tornar a vacina universalmente disponível o mais rápido possível", afirmou. (E.C.)