China é parceiro-chave e está entre 5 maiores investidores, diz novo ministro

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adg - FOTO: Divulgação/Governo Federal

Numa guinada de conteúdo em relação a seu antecessor Ernesto Araújo, o novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto de Franco França, enfatizou ontem a deputados a importância atual da China para o Brasil e a expectativa de que continuará a ser um parceiro fundamental no futuro. "Um parceiro central para nós - é até redundante dizê-lo a Vossas Excelências - é a China", disse.

O chanceler salientou que o país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil e um dos cinco maiores investidores estrangeiros no país. Ele comentou que o comércio bilateral cresceu em 2020, apesar da pandemia do coronavírus, para um volume recorde de US$ 102,5 bilhões, com saldo superavitário, também recorde para o Brasil, de US$ 33 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, conforme França, já há mostras de que essa tendência deve perdurar. A corrente comercial do período atingiu US$ 28,5 bilhões, quase 20% a mais do que no ano passado. A China é, ainda, como lembrou o ministro, a principal origem externa de investimentos no PPI, com um quarto do total de investimentos previstos no programa.

"Olhando para a frente, observo que nossas exportações para a China, ainda concentradas em poucos produtos primários, poderão expandir-se e diversificar-se", considerou ele, indicando que uma via seria pela aprovação de mais Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) e pelo aumento da venda de proteína animal, com a habilitação de mais estabelecimentos.

O chanceler também mencionou que, no segundo semestre, haverá uma nova reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). "É foro de alto nível. Do lado brasileiro, é liderado pelo vice-presidente da República (Hamilton Mourão). Será oportunidade para o encaminhamento de questões que ajudarão a intensificar o comércio, os investimentos e a cooperação com a China", previu. (E.C.)