Operação no Jacarezinho deixa pelo menos 25 mortos

No tiroteio, duas pessoa ficam feridas no Metrô
No tiroteio, duas pessoa ficam feridas no Metrô - FOTO: Reprodução

Uma operação policial na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou pelo menos 25 pessoas mortas na manhã de ontem. A incursão da Polícia Civil ocorreu para apurar o suposto aliciamento de menores e o sequestro de trens da SuperVia pela maior facção do tráfico no Estado, o Comando Vermelho.

Segundo a corporação, a maioria dos mortos eram suspeitos de integrar o tráfico. Um policial morreu durante a ação. O agente André Frias, que integrava a Delegacia de Combate às Drogas, foi baleado na cabeça. Chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu.

De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, que conta com vasta base de dados sobre tiroteios no Rio, a operação de ontem foi a que teve o maior número de mortes desde 2016, quando começou a série histórica. Em 2021 a organização já registrou 30 casos em que três ou mais pessoas foram mortas a tiros em uma mesma situação no Grande Rio.

Batizada de Operação Exceptis, a empreitada começou logo cedo, pouco depois das 6 horas, quando moradores já relatavam a presença de helicópteros sobrevoando a região e de intensa troca de tiros. Além dos mortos, houve feridos - inclusive dentro da estação de metrô de Triagem, da linha 2.

A Defensoria Pública informou que "estava acompanhando com muita atenção" os desdobramentos da operação e que estava na comunidade.

"A instituição, por meio de sua Ouvidoria e do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, ouviu os moradores e apurou as circunstâncias da operação, a fim de avaliar as medidas individuais e coletivas a serem adotadas. Desde já, manifestamos nosso pesar e solidariedade aos familiares de todas as vítimas de mais essa tragédia a acometer nosso estado."

Metrô

O Metrô Rio informou que uma pessoa foi ferida por estilhaços de vidro; a outra, de raspão no braço.

Caça

Segundo a Polícia Civil, traficantes estão aliciando crianças e adolescentes para integrar a facção. Os criminosos, diz a corporação, exploram tráfico de drogas, roubo de cargas e de pessoas, além de homicídios e sequestros de trens da SuperVia, prática que ocorreu em dois momentos recentes, em dezembro de 2020 e no mês passado.