FMI fala sobre nações mais ricas ajudarem as mais pobres

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, enfatizou a importância de que as nações mais ricas ajudem as demais a enfrentar a pandemia da Covid-19. Durante discurso na Academia Pontifícia das Ciências do Vaticano, ela ressaltou o quadro de retomada desigual no mundo, com muitos ainda enfrentando a pobreza, a fome e a falta de moradia.

Georgieva disse que os mais vulneráveis antes da pandemia - mulheres, jovens, pessoas com baixa qualificação e trabalhadores informais - são agora os mais prejudicados pela crise. "Esses grupos perdem quando os governos podem dar apoio limitado", afirmou.

Ela lembrou que, segundo a Organização das Nações Unidas, o número de pessoas em segurança alimentar "aguda" aumentou no ano passado 20 milhões, para cerca de 155 milhões, insistindo na necessidade de dar apoio imediato a esses grupos.

Argentina

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse ontem que o órgão irá discutir um pedido do presidente da Argentina, Alberto Fernández, para uma possível revisão de sua política de sobretaxas de juros. O assunto foi abordado durante reunião mais cedo entre Georgieva e Fernández em Roma, na Itália Em comunicado, Georgieva descreveu o encontro como "muito positivo".

Segundo Georgieva, ambos os lados se comprometeram a dar continuidade a um programa de auxílio do FMI que auxilie a Argentina a superar seus desafios em meio à pandemia de Covid-19

"Nosso objetivo é ajudar a Argentina a construir um futuro econômico próspero para todos", afirmou Georgieva, no comunicado. (E.C.)