Queiroga assina contrato com a Pfizer

Ministro evitou comentários à suposta omissão do governo na gestão de Pazuello
Ministro evitou comentários à suposta omissão do governo na gestão de Pazuello - FOTO: Marcello Casal JrAgência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga assinou ontem o contrato que prevê a aquisição de mais 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, Pfizer. Desse montante, 30 milhões chegariam até o fim deste ano, somando-se às 100 milhões já previstas até setembro no âmbito do primeiro contrato. Ou seja, seriam 130 milhões de imunizantes da farmacêutica até acabar 2021.

Sobre a Pfizer, ponto central da CPI da Covid em curso no Senado, o ministro evitou tecer comentários relativos à suposta omissão do governo brasileiro durante a gestão do general Eduardo Pazuello na Saúde. "Não estou aqui para julgar ninguém. Sou ministro da Saúde, não participei dessas negociações", disse.

"Fui à CPI, prestei os esclarecimentos aos senadores, fiquei lá mais de 10 horas. Nosso dever como brasileiro é ficar à disposição das autoridades para prestar contribuições e fortalecer nossa democracia. Se julgarem conveniente que eu vá novamente, irei como fui da última vez, entrando pela porta da frente."

A reconvocação de Queiroga é cogitada porque, segundo os senadores, ele não foi enfático ao falar sobre a cloroquina, medicamento ineficaz para o combate ao coronavírus que foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia.

Chefe da farmacêutica americana Pfizer no Brasil à época das negociações para compra de vacinas contra a Covid-19, Carlos Murillo participou anteontem da CPI da Covid no Senado. Atualmente, ele é gerente-geral da empresa para a América Latina.

Em depoimento, Murillo afirmou que o governo Bolsonaro ignorou por três meses negociações de vacina. Segundo ele, a empresa sugeriu 100 milhões de doses a serem entregues em 2020 e 2021, mas o governo federal só respondeu no dia 9 de novembro.