Israel e Hamas aprovam negociações sobre cessar-fogo

Israel desencadeou uma nova onda de ataques e o Hamas lançou mais foguetes
Israel desencadeou uma nova onda de ataques e o Hamas lançou mais foguetes - FOTO: Reprodução

Israel e o Hamas concordaram com um cessar-fogo na Faixa de Gaza a partir das 2 horas da manhã de hoje (20 horas de ontem, no horário de Brasília), disseram um oficial do Hamas e o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.

Segundo o governo israelense, a trégua é bilateral e sem precondições. À Reuters, um representante do Hamas disse que a trégua seria simultânea e partiria dos dois lados.

O gabinete de Netanyahu aprovou a trégua após a forte pressão dos Estados Unidos para interromper a ofensiva. Anteontem, em um telefonema ao premiê, o presidente americano, Joe Biden, pediu a redução das hostilidades. Os líderes israelenses se reuniram ontem para discutir a ofensiva contra o território palestino.

As negociações avançaram com a mediação do Egito. Fontes de segurança egípcia falaram, em condição de anonimato, que os dois lados concordaram em princípio com o cessar-fogo, mas os detalhes ainda precisavam ser resolvidos.

Apesar dos sinais crescentes de que os lados estavam perto de um cessar-fogo que encerraria 12 dias de combates pesados, Israel desencadeou uma nova onda de ataques aéreos na Faixa de Gaza ontem e o Hamas lançou mais foguetes contra o território israelense.

Conheça um pouco sobre a história do conflito entre israelenses e palestinos, cujo novo capítulo de confronto já deixou mortos de ambos os lados.

Desde o início dos combates em 10 de maio, as autoridades de saúde em Gaza dizem que 232 palestinos, incluindo 65 crianças e 39 mulheres, foram mortos e mais de 1,9 mil ficaram feridos em bombardeios aéreos.

Israel diz que matou pelo menos 160 combatentes em Gaza. Autoridades em Israel colocam o número de mortos no país em pelo menos 12, com centenas tratadas por ferimentos em ataques de foguetes que causaram pânico e enviaram pessoas correndo para abrigos.

Negociação

A primeira condição seria o fim dos ataques israelenses contra a infraestrutura e instalações do Hamas e o fim das tentativas de matar representantes do grupo.

Em contrapartida, o Hamas teria que interromper todos disparos de foguetes contra cidades israelenses. Israel também estaria exigindo que os palestinos parem de cavar túneis de ataque em direção a Israel e com as manifestações violentas na fronteira Gaza-Israel.

O acordo também incluiria etapas posteriores ao cessar-fogo entrar em vigor, incluindo a devolução dos corpos de dois soldados capturados pelo Hamas e de dois civis israelenses detidos pelo grupo. Em troca, disseram as autoridades, Israel permitiria a passagem de bens e fundos para Gaza.

Negociadores egípcios que trabalham na construção do acordo, em conversas reservadas com a Associated Press, afirmaram que aguardam a resposta de Israel sobre a proposta de cessar-fogo.

Israel negou a existência de negociações ou a iminente assinatura de um acordo, mas essa pode ser uma tática destinada a pressionar o Hamas, mostrando que não teme uma nova escalada.

Cerca de 230 pessoas já morreram, incluindo 65 crianças e 12 do lado israelense sendo duas crianças.