Mayra contradiz ex-ministro na CPI

Mayra Pinheiro afirmou não ter sido comunicada durante sua visita a Manaus
Mayra Pinheiro afirmou não ter sido comunicada durante sua visita a Manaus - FOTO: Mateus Bonomi/Agif

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, afirmou ontem em depoimento à CPI da Covid, que o ex-ministro Eduardo Pazuello teve conhecimento do desabastecimento do oxigênio em Manaus no dia 8 de janeiro. Segundo ela, ao saber do caso, Pazuello a teria questionado sobre o desabastecimento, o qual Mayra afirmou não ter sido comunicada durante sua visita a Manaus.

A informação, no entanto, diverge das prestadas pelo ex-ministro Pazuello, que em depoimento à CPI na quarta-feira passada, Pazuello disse que foi informado sobre a falta de oxigênio em Manaus apenas na noite do dia 10 de janeiro.

"No dia 8 de janeiro, seis dias antes, nós já tínhamos iniciado o transporte aéreo de oxigênio para Manaus. Eu tomei conhecimento de riscos em Manaus no dia 10, à noite, numa reunião com o governador e o secretário de Saúde, quando eles me passaram as suas preocupações que estavam com problema logístico sério com a empresa White Martins", afirmou Pazuello à CPI.

Cloroquina

No depoimento, Mayra Pinheiro, afirmou estar "pacificado" o consenso de que a cloroquina não deve ser adotada no uso hospitalar. Segundo a secretária, contudo, o medicamento deve ser usado no início da doença, ainda em sua fase de transmissão, apesar de estudos demonstrarem que o medicamento não tem eficácia contra a Covid-19.

Mayra Pinheiro negou também que tenha feito a defesa da teoria da "imunidade de rebanho" através da contaminação da população. "Eu nunca fiz defesa da imunidade de rebanho, quando eu me referi a ela, no vídeo que o senador Renan trouxe aqui, eu me referi às crianças", disse, afirmando que crianças deveriam permanecer indo a escolas por ter baixa transmissão da doença.