Tempestade Elsa avança após passar por Cuba

A tempestade tropical Elsa avançou, ontem, para a Flórida, no sudeste dos Estados Unidos, depois de passar por Cuba com chuvas torrenciais e ventos fortes, mas sem registrar maiores danos. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que a tempestade se dirigia para a costa oeste da Flórida a 19 km/h com "as condições começando a se deteriorar" no Florida Keys, o arquipélago no extremo sul do Estado. O centro emitiu um alerta de furacão "para partes da costa oeste da Flórida" às 5 horas (6 horas no horário de Brasília).

Elsa deixou rastros de destruição pelo Caribe, com um saldo de ao menos três mortes, e deve ganhar força depois que seguiu em direção ao mar pela costa noroeste de Cuba, na anteontem à noite. "Temos a previsão de um fortalecimento lento até a noite de ontem, e Elsa poderia estar perto da força de um furacão antes que toque terra na Flórida", disse o NHC.

Mais de 100.000 pessoas foram evacuadas de áreas costeiras ou baixas em Cuba. O instituto meteorológico Insmet informou que Elsa registrou ventos de até 100 km/h em sua passagem pela ilha. As previsões mudaram e parece que Elsa se dirige mais ao oeste e, portanto, a península da Flórida evitará o pior da tempestade.

Em Surfside, na costa leste da Flórida, as autoridades demoliram no domingo à noite a parte que ainda restava de pé do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que Elsa derrubasse a estrutura.

A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, disse na segunda-feira à CNN que os socorristas estavam "muito esperançosos" de que, diante da mudança de rota de Elsa, não teriam que interromper as tarefas de busca por sobreviventes.

Vítimas

A tempestade Elsa deixou, até o momento, três vítimas mortais, duas na República Dominicana e uma em Santa Lúcia, durante sua passagem pelo Caribe, segundo a Agência de Gestão de Emergências de Desastres do Caribe (CDEMA). O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse no domingo passado no Twitter que houve danos apenas nos cultivos agrícolas do país.

Furacões

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) prevê que a temporada de furacões de 2021, que já começou e dura até 30 de novembro, deve se "acima do normal" no Atlântico e produzirá de 13 a 20 tempestades com seis a dez furacões nomeados, dos quais de três a cinco de grande intensidade. (E.C.)