Vacinação pode salvar 500 mil vidas

Mais de 500 mil vidas podem ser salvas nos próximos seis meses com a vacinação contra a Covid-19 de populações de alto risco, de acordo com estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado ontem. Antes da reunião de ministros da Finanças e dirigentes de bancos centrais do G-20, o organismo relembrou sua proposta de investimentos de US$ 50 bilhões em imunização, e afirmou que essa é a melhor alocação de recursos públicos possível. O apoio do grupo de países pode ajudar na meta de vacinar ao menos 40% da população de todos os países ao fim de 2021, e ao menos 60% até metade de 2022, segundo o Fundo.

O panorama global do FMI observa um "aprofundamento das divergências econômicas, com um grande número de países que estão ficando para trás". De acordo com estudos, o mundo está enfrentando uma piora na "recuperação de duas vias", impulsionada por diferenças dramáticas na vacinação, taxas de infecção e capacidade de fornecer suporte econômico.

"É um momento crítico que apela para uma ação urgente por parte do G-20 e dos legisladores em todo o mundo", afirmou o órgão. Segundo a organização, o mundo segue a tendência para um crescimento do PIB global de 6% em 2021, com os Estados Unidos registrando avanço de 7%, o maior desde 1984, retomada que também ganha impulso na China, zona do euro e outras regiões desenvolvidas.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, apontou que o mundo também está de olho na recente alta da inflação, principalmente nos EUA. Há o risco de um processo de aumento nos preços "mais sustentado", o que poderia potencialmente exigir um aperto da política monetária dos EUA, alertou. "Outros países enfrentam desafios semelhantes de alto preços", apontou a dirigente. (E.C.)