Ciro Nogueira aceita assumir Casa Civil

Informação foi dada pelo senador após reunião entre ele e Bolsonaro ontem
Informação foi dada pelo senador após reunião entre ele e Bolsonaro ontem - FOTO: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou ontem pelo Twitter que aceitou o convite para ser o novo ministro da Casa Civil do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A informação foi dada por Nogueira após reunião entre ele e Bolsonaro na manhã de ontem no Palácio do Planalto.

"Acabo de aceitar o honroso convite para assumir a chefia da Casa Civil, feito pelo presidente @jairbolsonaro. Peço a proteção de Deus para cumprir esse desafio da melhor forma que eu puder, com empenho e dedicação em busca do equilíbrio e dos avanços de que nosso país necessita", escreveu Nogueira no Twitter.

A escolha já havia sido sacramentada na semana passada, mas Bolsonaro afirmou que preferia conversar com o senador antes de confirmá-lo no cargo. O presidente do Progressistas, principal partido da base governista, estava de férias no México e chegou a Brasília na madrugada desta terça.

A troca na Casa Civil provocou um rearranjo em outros ministérios. Atual chefe da Pasta, o general Luiz Eduardo Ramos vai para a Secretaria-Geral da Presidência, comandada por Onyx Lorenzoni, que por sua vez irá para o futuro recriado Ministério do Trabalho, que se chamará Ministro do Emprego e Previdência.

As trocas ministeriais serão publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e a criação da nova Pasta será feita por meio de uma medida provisória, que precisa ser confirmada o em até quatro meses.

Nogueira exerce influência no governo desde meados de 2020 e tem um ex-assessor no comando de um órgão bilionário do Ministério da Educação, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Agora, com Ciro Nogueira na Casa Civil, serão quatro os ministérios ocupados por partidos que integram o Centrão - que também tem os deputados João Roma (Republicanos-BA) na Cidadania, Fábio Faria (PSD-RN) nas Comunicações e Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo .

Sem legenda desde 2019, Bolsonaro tem citado o Progressistas como opção de partido para concorrer à reeleição em 2022.