Varejo paulistano cresce 17,19% em agosto

São Paulo - Lojas reabertas no Shopping Light após início da fase de transição do Plano São Paulo para combate à covid-19, que permite o funcionamento das lojas de shopping centers das 11h às 19h.
São Paulo - Lojas reabertas no Shopping Light após início da fase de transição do Plano São Paulo para combate à covid-19, que permite o funcionamento das lojas de shopping centers das 11h às 19h. - FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil

As vendas no comércio da cidade de São Paulo cresceram 17,9% em agosto em comparação ao mês de julho. Isso é o que apontou o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Para a associação, o aumento foi provocado pela frente fria que chegou à capital, pelo Dia dos Pais e também pela melhoria nas condições da pandemia do novo coronavírus, provocado pelo efeito da vacinação. 

O balanço de vendas também apontou alta de 30% em agosto na comparação anual. Esse aumento expressivo, segundo o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, é resultado da base fraca de comparação, já que em agosto do ano passado as restrições ao funcionamento do comércio eram maiores por causa da pandemia.

"Nossa expectativa se mantém. Até o final deste ano vamos atingir o mesmo patamar apresentado antes da pandemia. Não estamos falando de recuperação das vendas porque venda adiada é venda perdida", explicou.

A vacinação, segundo Solimeo, tem ajudado no cenário de vendas do comércio em São Paulo, possibilitando maior flexibilização no horário do comércio. Mas outros fatores, além da pandemia, podem prejudicar o varejo paulistano. “A vacinação continua acelerando a tendência para o varejo melhora, mas temos problemas que podem afetar o desempenho, como o aumento da inflação, que vai comprometer a renda da população, e que exige atenção do governo, e também a crise energética", finaliza.