Operação da Polícia Civil do Rio contra milícias já tem cinco prisões

Fachada da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no centro do Rio de Janeiro
Fachada da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no centro do Rio de Janeiro - FOTO: Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma operação deflagrada nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, na zona oeste da capital e na Baixada Fluminense, para combater as milícias, resultou até agora na prisão de cinco pessoas. Além disso, os policiais interditaram estabelecimentos de venda irregular de gás e de provedores clandestinos de internet.

A força-tarefa criada pela Secretaria de Estado da Polícia Civil está nas ruas para prender criminosos e "asfixiar as fontes de renda da organização chefiada por Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho". A operação reúne integrantes do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquérito Especiais (Draco).

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil, na operação, policiais da Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE)prenderam um homem conhecido como Artilheiro, que seria responsável pela cobranças de dívidas e por assassinatos. Ainda conforme a Polícia Civil, contra Artilheiro foi cumprido um mandado de prisão pelo crime de homicídio. “As investigações apontam Artilheiro como um dos matadores da milícia, responsável pelas execuções e ocultação dos cadáveres”, diz a polícia.

Os agentes informaram que o criminoso atuava no grupo do miliciano Wellington da Silva Braga, chamado de Ecko, que foi morto no dia 12 de junho deste ano. Artilheiro passou a trabalhar, então, como segurança particular do irmão de Ecko, Luiz Antônio da Silva Braga, que se tornou chefe do grupo. “Com ele, foram apreendidos fuzis, pistolas, munições, carregadores e coletes balísticos da milícia. Além de Artilheiro, foram presos quatro milicianos.

Também na ação, a equipe da DRE impediu a execução de uma pessoa, que seria queimada viva na comunidade Jesuítas, em Santa Cruz, na zona oeste. Foram apreendidos galões de combustível que seriam usados no crime.

Além de combater a exploração de atividades ilegais controladas pela milícia, a operação de hoje tem o objetivo de coibir o armazenamento e o comércio irregular de botijões de gás e de água; a atuação de empresas ilegais de gás veicular; o parcelamento irregular de solo urbano; a exploração e construções irregulares, areais e outros crimes ambientais; a venda de produtos falsificados, contrabando, descaminho; o transporte alternativo irregular e estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e usados para lavagem de dinheiro.

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil, a ação é resultado de investigações e trabalho de inteligência das delegacias de Defesa dos Serviços Delegados, de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial, do Consumidor, de Proteção ao Meio Ambiente, de Roubos e Furtos de Automóveis, Especializada em Armas, Munições e Explosivos, de Roubos e Furtos de Cargas, de Roubos e Furtos e de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e da Divisão de Capturas da Polícia Interestadual, com apoio de informações do Disque Denúncia.