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Café com Mogi News

GAPC Mogi anuncia nova campanha

A assistente social e supervisora do GAPC Mogi, Carina Motta, reforçou o trabalho da instituição na cidade

Everton Dertonio*
19/07/2022 às 10:00
Atualizada em 08/08/2022 às 11:58.
Everton Dertonio

Café com Mogi News convida: Carina Motta - FOTO: Everton Dertonio

Por conta de uma perda familiar pelo câncer, a assistente social Carina Motta decidiu dedicar sua vida ao tratamento à pessoas com o diagnóstico oncológico. Há nove anos atrás, se voluntariou para ajudar o Grupo de Apoio à Pessoas com Câncer (GAPC) de Mogi das Cruzes, e há três anos exerce a função de supervisora na instituição. Nesta entrevista especial do Café com Mogi News, em parceria da Padaria Tita, além de contar sua história com o GAPC e ressaltar o trabalho de acolhimento aos pacientes que a casa oferece, Carina também anunciou a nova campanha da instituição:  "Agora você vê?", que tem como objetivo a conscientização sobre o câncer e os tratamentos, a fim de diminuir o preconceito para com os pacientes.

Café com Mogi News: Carina, você começou como voluntária no GAPC e há três anos é supervisora. Como foi o início dessa trajetória?

Carina Motta: Eu comecei como voluntária após a perda de uma filha que teve câncer e a instituição me acolheu, assim como eu a acolhi também, por meio do trabalho que ela realiza. Então eu fui me envolvendo. Tem uns nove anos, de lá para cá, eu continuo com a instituição entre trabalho voluntário e o trabalho que desenvolvo agora como assistente social.

CMN: Como é o seu trabalho no GAPC? Como a instituição atua em Mogi?

Carina: O trabalho do serviço social junto à instituição é de acolhimento. Nós acolhemos o paciente, verificamos sua demanda e necessidade e realizamos um encaminhamento, seja dentro da rede dos municípios em que trabalhamos ou dentro da instituição. Atualmente, uma das maiores demandas que temos é suplementação. Como temos as radioterapias nas cidades, nós temos recebido muitos pacientes para tratamento de câncer de cabeça e pescoço que têm necessidade dessas suplementações. Então nós fazemos a avaliação do paciente, encaminhamos para a nutricionista, psicóloga, fisioterapeuta. Nós também temos uma série de atividades com parceiros voluntários da instituição como acupuntura, reiki e yoga. Tem uma série de voluntários que estão com a gente e que prestam suporte na qualidade de vida desses pacientes.

CMN: São mais de cinco mil pessoas atendidas pelo GAPC Mogi. Conte um pouco sobre elas.

Carina: Nossos pacientes, em sua maior parte, têm histórias delicadas, visto que o tratamento oncológico não é fácil e nós temos que prestar uma qualidade de vida a esses pacientes que muitas vezes não encontram na família. Além do suporte que oferecemos na casa, o paciente encontra afeto e carinho, pois somos uma casa para acolher. Eu costumo dizer que se eles não têm nada para fazer em casa, pode vir para cá para tomar um café e ficar com a gente. Então além de todo o suporte que prestamos, esses pacientes são acolhidos como uma família. Nós temos muitos pacientes que não são daqui de Mogi e que fazem tratamento no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo e que passam a tarde na casa e ficam acolhidos ali com as atividades que temos.

CMN: É importante falar sobre o papel da família e dos cuidadores. Como o GAPC e você, como supervisora, tratam esta questão?

Carina: Atendemos na casa, atualmente, psicologicamente não apenas o paciente, mas também os familiares e o cuidador, que não necessariamente é da família. Muitas vezes o cuidador é um amigo, um vizinho, alguém que possa estar cuidando daquele paciente. Então, muitas vezes encaminhamos os cuidadores ao tratamento psicológico primeiro, além dos grupos de terapia que temos na instituição. Temos mensalmente um grupo de terapia que é feito pela psicóloga e atendimentos individualizados.

CMN: Quantas pessoas trabalham no GAPC e quantas são voluntárias?

Carina: Entre equipe e funcionários que trabalham diretamente com o paciente, temos mais de 20 pessoas, sendo metade voluntários. Como a casa vive e sobrevive de doação, nós temos muita necessidade do trabalho voluntário para poder suprir as necessidades dos nossos pacientes. Ali tudo é voluntário, porque a contribuição de ajudar com suplementação e a manter a casa é espontânea, além dos voluntários que também temos no trabalho junto aos pacientes.

CMN: Qual é o caminho para quem quiser se tornar voluntário? 

Carina: O voluntário pode entrar em contato com a instituição. Faz um cadastro com o serviço social, nós fazemos uma avaliação, vemos como pode se enquadrar, se é numa atividade com o paciente ou uma atividade externa, afinal nós promovemos eventos, então há necessidade dos voluntários. E também temos os voluntários que divulgam nosso trabalho, essas pessoas também são voluntárias e muito importantes para que consigamos chegar até o paciente que esteja precisando, como também as pessoas que podem estar contribuindo com o nosso trabalho.

CMN: A partir de qual idade o paciente pode ser atendido pelo GAPC e quais são as atividades que vocês oferecem?

Carina: Atendemos pacientes a partir dos 18 anos com diagnóstico oncológico. Lá o paciente, além dos atendimentos com psicóloga, nutricionista e fisioterapeuta, encontrará barra de access, hipnose, yoga, acupuntura, artesanatos e workshops que fazemos dentro da instituição não só com os pacientes, mas também com os cuidadores.

CMN: Qual é o novo projeto da instituição?

Carina: A campanha que estamos atualmente no GAPC é sobre preconceito, visto que os pacientes sofrem muito com isso, devido ao tratamento, muitas vezes eles se veem em situações delicadas, então estamos lançando essa campanha. Nós temos a camiseta da campanha que está à venda na instituição, e a gente vêm falando um pouco mais sobre isso, que ainda é um estigma. As pessoas muitas vezes não querem falar sobre o assunto, então queremos trazer ao conhecimento de todos o quanto é delicado e precisa ser falado sobre isso ainda. Fora a campanha, também temos outros projetos que iremos lançar. Trabalharemos com workshops para que as pessoas sejam conscientizadas à cerca do tema.

Convite! 

Para quem ainda não conhece o trabalho de GAPC, Carina convida para conhecer a casa localizada na avenida José Moreira Filho, 166, no Mogilar. "Se você conhece um paciente oncológico, pode estar encaminhando para gente, é só ligar e agendar um cadastro com o serviço social que será polido. Conforme as pessoas puderem contribuir, seja nos divulgando ou nos visitando, estaremos de braços abertos para acolher", destaca. Mais informações pelo telefone: 4726-6575. 

*Texto supervisionado pelo editor. 

 

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