Donos de bares e restaurantes celebram fim da fase vermelha

Retorno dos clientes é um alívio para o setor
Retorno dos clientes é um alívio para o setor - FOTO: Mogi News/Arquivo

As medidas do governo do Estado tomadas anteontem para a retomada das atividades de bares e restaurantes nas regiões que estão na fase 2 laranja do Plano São Paulo foram recebidas com otimismo por donos de estabelecimentos comerciais de Mogi das Cruzes e região. No entanto, muitos ainda mantém uma posição defensiva frente às ofertas do governo paulista.

Após estabelecer, no dia 22 de janeiro que todo o Estado passaria por um "lockdown suplementar" aos finais de semana e depois das 20 horas durante a semana, o governador João Doria (PSDB) suspendeu anteontem a medida, alegando que os números de novas internações e novos casos apresentaram tendência de queda. Com isso, bares e restaurantes, junto com o comércio não essencial, pode funcionar aos finais de semana novamente. 

Ontem, os presidentes da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) Fádua Smail e do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) Valterli Martinez reiteraram que as mudanças beneficiam o setor de comércio e prestação de serviços. Estes empresários e comerciantes, nas últimas semanas, tem reforçado os pedidos junto ao poder público para adotar novas medidas que auxiliem na manutenção de empregos e no funcionamento dos pontos comerciais.

André França, proprietário de um restaurante em Mogi, foi um dos comerciantes que atuou pela manutenção de bares e restaurantes nas últimas semanas e mostrou-se feliz e com esperança na retomada gradual e definitiva das atividades. "Ficamos mais tranquilos em poder trabalhar durante a semana e, principalmente, aos finais de semana, que é quando temos nosso maior fluxo de clientes", disse França, reafirmando que a modalidade de entrega a domicílio representa apenas 10% do faturamento em condições normais.

José Carlos Martins, proprietário de outro restaurante na região central de Mogi, também relatou alegria com a decisão do governo do Estado, e também defendeu uma maior fiscalização por parte do poder público para evitar aglomerações. "Não é justo penalizar os comerciantes e donos de bares e restaurantes, que no último final de semana fecharam as portas, enquanto as pessoas foram se aglomerar nas praças para celebrar uma final de campeonato", pontuou.

Para Leandro Moreira dos Santos, que comanda um restaurante, também em Mogi, o movimento em seu estabelecimento também é maior aos finais de semana. "Mesmo que seja o funcionamento parcial, com horário reduzido por estarmos na fase laranja, já é uma coisa positiva. As entregas não chegam a 30% de nosso faturamento, o que representa um grande golpe em nossas contas", afirmou.

No entanto, a medida de retomada das atividades ainda não conseguiu alcançar um setor do comércio, que é o de bares noturnos. Para Rodrigo César da Costa Abreu, dono de um bar noturno em Suzano, a restrição de horário até 20 horas prejudica o andamento. "Este é um outro setor, com outro público e outra faixa de funcionamento. Para reverter esta situação, estamos criando uma associação de proprietários de bares noturnos, que já conta com mais de 50 integrantes, com o objetivo de buscar melhores condições junto ao poder público", explicou.

GOVERNO LIBERA LINHA DE CRéDITO PARA O SETOR

Os proprietários de bares e restaurantes também comentaram a declaração do governador João Doria (PSDB) em abrir uma linha de crédito emergencial de R$ 125 milhões para todos os estabelecimentos que foram afetados pela crise da pandemia de coronavírus (Covid-19), por meio do Banco do Povo Paulista e da agência de desenvolvimento Desenvolve SP.

Os proprietários foram unânimes em revelar a necessidade de apoio do governo do Estado, principalmente aos estabelecimentos comerciais que ficaram parados. No entanto, muitos colocam alertas e ressalvas mediante as promessas do governo estadual, principalmente nas condições e no acesso às linhas de crédito. "Já buscamos a ajuda do governo federal no início da pandemia, e agora começa a chegar a obrigação de pagar pelo auxílio no ano passado. Estas linhas são essenciais para quem está numa situação mais crítica, mas é preciso avaliar e trabalhar para que não se torne uma bola de neve de obrigações no futuro", afirmou André França, proprietário de um restaurante em Mogi das Cruzes.

Rodrigo Abreu, dono de um bar de Mogi das Cruzes, reiterou a dificuldade de conseguir um empréstimo. "No início do ano, não tivemos acesso aos empréstimos que eram antes limitados à capital paulista. Além disso, a burocracia para conseguir um empréstimo desses em muitos momentos não é compatível com a situação econômica dos estabelecimentos. Desta vez, estamos unindo forças para conseguir estes benefícios". (A.D.)

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