Alto Tietê avança para a fase amarela do Plano São Paulo

Decisão atende as reivindicações do setor na região
Decisão atende as reivindicações do setor na região - FOTO: Mogi News/Arquivo

"Foi a melhor decisão a ser tomada", comemorou o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) com a reclassificação da região para a fase amarela do Plano São Paulo anunciada ontem. A mudança para uma etapa menos restritiva, em meio à pandemia de coronavírus (Covid-19) foi recebida com grande alívio. A categoria considera que as manifestações contra as restrições, promovidas nas últimas semanas por comerciantes, contribuíram para a mudança, que passa a valer nesta segunda-feira.

A decisão segue a tendência de flexibilização que já vinha sendo percebida quando o governador João Doria (PSDB) havia suspendido a fase vermelha durante os finais de semana. "Qualquer decisão diferente, como um retrocesso de fases, no momento em que nos encontramos geraria grandes revoltas", declarou Valterli Martinez, presidente do Sincomércio. De acordo com o dirigente do sindicato, as manifestações promovidas pelos comerciantes em várias cidades nas últimas semanas contribuíram decisivamente para recuo do Estado em relação as restrições.

O Estado, no entanto, alegouque as medidas já provocaram melhora nos indicadores de saúde e que, por isso, foram canceladas antes do prazo previsto.

A mudança permite o funcionamento do comércio geral até às 22 horas, anteriormente estava limitado até às 20 horas, horário em que a região mudava da fase amarela para a vermelha, proibindo o funcionamento de qualquer estabelecimento não essencial.

Agora, o limite de funcionamento é de 12 horas diárias, com ocupação de 40%. Bares e restaurantes voltam a ter consumo no local, mas não podem ultrapassar o funcionamento diário de 10 horas. Bares também deverão fechar as portas mais cedo, às 20 horas.

"Está mais do que provado que quanto mais tempo os estabelecimentos permanecem abertos mais segurança é ofertada aos clientes e funcionários. Com o acréscimo de tempo, conseguimos respeitar todos os todos os protocolos de segurança da maneira mais adequada. Já estava na hora dessa decisão ser tomada, Mogi das Cruzes e região fizeram seu trabalho e temos que pensar na retomada econômica", comentou Martinez.

Para a mitigar os impactos financeiros, o governo do Estado também prometeu um pacote de R$ 125 milhões de auxílio para bares e restaurantes e o parcelamento das contas pendentes sem juros e multas.

*Texto supervisionado pelo editor.