Volta das aulas híbridas pode ser alento para as papelarias

 Maioria das vendas ocorre devido à volta das aulas particulares
Maioria das vendas ocorre devido à volta das aulas particulares - FOTO: Felipe Claro

O retorno das aulas em modelo híbrido nas escolas particulares de Mogi das Cruzes tem aquecido o comércio de papelarias na cidade. Isso porque, com as aulas presenciais, novas atividades podem voltar a ser executadas em sala, o que gera a necessidade da compra de materiais específicos. Dentre os mais procurados estão cartolina, papel contact, papel EVA e tintas guache.

Os comerciantes, no entanto, ainda não se recuperaram dos prejuízos gerados pela pandemia da Covid-19, que teve início em março do ano passado. Pouco tempo depois as aulas presencias foram suspensas e, desde então, as papelarias vêm acumulando prejuízos.

Agora, com o retorno das aulas, mesmo que com restrições e capacidade reduzida nas salas de aula, o setor espera poder melhoras as vendas.

A vice-presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), Fádua Sleiman, afirmou ontem que as expectativas ainda não são positivas, mesmo com o retorno em formato híbrido. "Houve um aquecimento das vendas devido ao retorno das aulas nas escolas particulares e a expectativa de retorno das municipais. Porém, ainda não há expectativas boas em relação ao aumento significativo das vendas", apontou Fádua.

A situação para os comerciantes que trabalham neste setor poderia ser um pouco melhor se, na sexta-feira passada, os professores do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) não tivessem aderido à greve sanitária contra a realização das aulas presenciais. Mesmo assim, o Governo do Estado determinou o retorno dos alunos às instituições de ensino a partir desta segunda-feira.

Além deste, o principal motivo para o pessimismo na venda nas papelarias é a diminuição de compra dos materiais com preços mais elevados, como as mochilas, materiais básicos e ferramentas para a produção de atividades manuais. Em decorrência das aulas virtuais, tornou-se desnecessária a compra de todos estes materiais.

As aulas híbridas das escolas particulares e estaduais que iniciam, em maioria, nesta segunda-feira, têm sido, ao menos, como uma luz no fim do túnel para os lojistas.

Para Eric Utsunomiya, que atua no setor administrativo da papelaria Esther Shop, localizada no centro de Mogi, revelou que nesta semana as vendas "deram uma animada". "Conseguimos vender um pouco mais nessa semana. Na maioria, os pais que mais vêm comprar são os que têm filhos estudantes de escolas particulares", contou. Utsunomiya disse ainda que vai esperar a próxima semana para identificar se as vendas continuarão subindo.

Já Cristina Nishina, proprietária do Bazar Central, no centro, também lamentou que as vendas ainda estejam baixas. "Grande parte dos pais só compra materiais simples, como lápis, canetas e cadernos. Os que mais têm comprado têm filhos ingressos em escolas particulares", explicou.