Canções de artistas locais são lançadas no Youtube

O projeto Autoral do Canto LAB permitiu, em janeiro, que o Espaço Cultural Canto de Cabocla mantivesse a criação musical. Com recursos da Lei Aldir Blanc (LAB), três músicas de artistas de Mogi das Cruzes foram lançadas no YouTube. Os vídeos e os posts nas redes sociais alcançaram milhares de pessoas, o que faz com que a gestão confirme a produção de uma nova canção, em formato bônus, sem data prevista para o lançamento.

A primeira das faixas disponibilizadas é 'Inexorável', de Kau (Kauê Moro Caldas). A segunda é 'Desse Jeito', de Sabrina Pacca, e a terceira é 'Ira', de Sandra Vianna. Todas elas integram álbuns que serão lançados em 2021 pelo Estúdio Municipal de Áudio e Música de Mogi (Emam), também com recursos da Lei Aldir Blanc.

Para Kau, foi "um prazer imenso" participar do projeto. "Fiquei extremamente lisonjeado com o convite e achei muito bacana a recepção do público".

Para Sabrina Pacca, cantora, compositora e jornalista que atua artisticamente em Mogi das Cruzes há 20 anos, também "foi muito importante participar". "Ainda estou engatinhando na divulgação do meu trabalho autoral e o Autoral do Canto serviu de mola propulsora", diz ela, que agora foca na produção do disco 'Canela'.

Balanço

Cantora, compositora, produtora cultural e gestora do Canto de Cabocla - Casa Cutural, Sandra Vianna conta que o Autoral do Canto LAB é resultado de um trabalho que começou em 1999, com o projeto 'Música por um Mundo Melhor', que "unia música de qualidade e cidadania" em Mogi das Cruzes.

"No palco, sempre um veterano e um novato. Passaram por lá, Xê Casanova, Rui Ponciano, banda Shiva, Maurício Rodrigues, Carlos Mello, Meyson, Regis Danton, Tânia Melo, Carol Ferraz, e tantos outros", lembra ela.

Depois de uma passagem pela capital, em 2011, Sandra volta à cidade e segue o projeto, agora com o nome 'MercaSom'. Foi nesse momento, quando o foco era a necessidade da "valorização das artes e das tradições", que surgiu o nome "Canto de Cabocla". Seis anos mais tarde a ideia se transforma em casa cultural, que impedida de continuar suas atividades por conta do isolamento social, fechou as portas em 2020 e acumulou dívidas. As contas foram quitadas com a continuidade dos projetos. Ou seja, com a Lei Aldir Blanc.

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