Prefeituras avaliam retornohíbrido na rede estadual

As Secretarias de Educação de três das cinco cidades mais populosas do Alto Tietê analisaram nesta semana o retorno das aulas presenciais em modelo híbrido nas escolas da rede estadual. Pouco mais incisiva do que os demais municípios, a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos afirmou que não há evidências que mostram que a volta às aulas presenciais causaria riscos aos moradores do município, já que mesmo em escolas do Estado os alunos residem na cidade.

A Pasta afirmou que a manutenção da suspensão das aulas é que causa riscos diversos às crianças. "O objetivo é priorizar o desenvolvimento das crianças por meio do retorno gradual e seguro das atividades presenciais das escolas, sempre amparado pela Secretaria Municipal de Saúde e pela ciência", explicou por nota.

Já a Prefeitura de Poá, optou por implantar o Termo de Compromisso e o Termo de Responsabilidade, acreditando que desta forma o retorno presencial das escolas será mais seguro. O primeiro deve ser assinado por todas as escolas que vão retornar às aulas presenciais, sejam elas estaduais ou particulares.

Depois deste termo, que especifica as medidas sanitárias necessárias, uma comissão formada por representantes das Pastas de Saúde e Educação vai até a escola fazer a análise do cumprimento das condições ambientais, dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e dos hábitos nas unidades escolares.

Também é preciso que as unidades escolares solicitem aos pais a assinatura de um Termo de Responsabilidade para certificar a autorização dos alunos para o atendimento presencial. "O objetivo é acompanhar esse retorno de forma responsável, pois mesmo que as referidas escolas não sejam de responsabilidade da prefeitura, cabe ao município trabalhar para que o vírus não se prolifere, por meio destes estabelecimentos de ensino", assegurou.

Por fim, o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode), afirmou que "o retorno será muito cuidadoso". A administração decidiu por um zelo sanitário maior do que o estipulado pelo Plano São Paulo, do governo do Estado, para municípios na fase amarela da pandemia, segundo ele. Cunha apontou ainda que autorizou o máximo de 35% dos alunos frequentando atividades presenciais, enquanto o Estado permite até 70%.

 

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