GCMs de quatro cidades da região atendem 583 ocorrências em 2020

As guardas civis municipais (GCMs) de Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Poá encerraram o ano passado com um total de 583 ocorrências de violência contra a mulher. Somente em Poá, o município com o menor índice populacional entre os quatro, a GCM somou 203 casos atendidos, que resultaram em 862 visitas de acompanhamento.

Diferente do que algumas pessoas podem imaginar, a Lei Maria da Penha
nº 11.340/2006, não penaliza os agressores apenas por violência física, mas também psicológica, sexual, patrimonial e moral. Em Suzano, por meio do programa Patrulha Maria da Penha, a GCM realizou 327 atendimentos, 11.428 rondas nas residências de vítimas e sete prisões em flagrante por descumprimento de medida protetiva emitida pela Justiça.

No município de Itaquá, a GCM atendeu 17 ocorrências de violência contra a mulher também no ano passado, destas, seis resultaram em prisões por descumprimento das medidas protetivas.

O Instituto Lei Maria da Penha explica que a violência doméstica se divide em fases, em um único ciclo. Na primeira fase o agressor se mostra tenso e irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos de raiva. Ele também humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos.

No segundo momento, a falta de controle o leva ao ato violento, sendo este não necessariamente físico. Por fim, há o arrependimento do agressor, que se torna amável para conseguir a reconciliação.

É imprescindível que todas as mulheres denunciem quaisquer tipos de violência, em Mogi, por exemplo, a GCM atendeu 36 ocorrências no ano passado. Durante o ano, a Patrulha Maria da Penha realizou 24,6 mil rondas. O grupamento fechou o ano com 710 mulheres com medidas protetivas sendo acompanhadas. Desrespeito a medida protetiva, agressão e ameaça.

Mais casos

Ainda no ano passado, as GCMs de Mogi e Itaquá atenderam um total de 5.411 ocorrências gerais. Em Poá, os números não foram contabilizados. De janeiro a dezembro, a GCM de Suzano atendeu a 5.187 ocorrências.

Os casos com maiores números de registro estão relacionados a abordagem e averiguação de indivíduos em atitude suspeita (1.032), apoio a outras secretarias (774), perturbação do sossego (723), atendimento à Central de Segurança Integrada (415) e auxílio ao munícipe (351).

Durante o ano, foram atendidas 153 ocorrências de flagrantes em Mogi, excluindo as de violência doméstica. Nelas, 177 pessoas maiores de idade foram presas e 45 menores foram apreendidos. As principais ocorrências flagradas foram tráfico de entorpecentes (47 ocorrências), desacato (20 ocorrências), furtos (16 ocorrências) e crimes ambientais (16 ocorrências). Em Itaquá, houve 71 ocorrências gerais.