Rede Básica de Mogi busca absorver demandas do Luzia

Hospital atende casos de traumas, urgências e emergências desde o final do ano
Hospital atende casos de traumas, urgências e emergências desde o final do ano - FOTO: Mogi News/Arquivo

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou ontem que o trabalho de reestruturação da rede básica está sendo conduzido com o intuito de absorver a nova demanda estimulada pelo fechamento do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo para casos de baixa e média complexidade.

A determinação do governo do Estado pelo atendimento exclusivo a casos de traumas, urgências e emergências veio no final do ano passado, com o início da segunda onda da pandemia do coronavírus (Covid-19). O Hospital Luzia de Pinho Melo é um dos três hospitais de responsabilidade do Estado no Alto Tietê (juntamente com o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos e o Hospital Santa Marcelina, de Itaquaquecetuba), e é uma das unidades de referência na região.

A Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes informou que, até o momento, não foi possível detectar alterações na demanda pelos seus equipamentos públicos. Segundo a Pasta, o município vem se estruturando ao longo dos anos para oferecer uma rede básica de saúde adequada à população.

Em nota, a Administração Municipal esclareceu que a rede da atenção básica conta com três Unidades de Pronto Atendimento (UPA) no Oropó, Rodeio e Jundiapeba, um Pronto-Atendimento 24 horas no Jardim Universo, um Pronto-Atendimento 24 Horas Infantil e uma UPA referenciada para pacientes de Covid-19 no Hospital Municipal Pref. Waldemar Costa Filho. Além destes, existem 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 13 unidades do Programa Saúde da Família (PSF), bem como unidades especializadas como Pró-Mulher, Mãe Mogiana, Unica Ambulatorial e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

A Secretaria informou que o município está buscando uma nova contratação emergencial de médicos para suplementar as equipes em unidades e serviços de maiores demandas. No início do mês, o chefe do Executivo municipal declarou que haviam sido contratados 17 médicos, de diversas especialidades, para cobrir as demandas na rede municipal.

O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode), também divulgou na noite de anteontem nas redes sociais que a deputada estadual Marina Helou (Rede) destinou uma emenda de R$ 100 mil para auxiliar no custeio da Saúde do município.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o referenciamento para casos de urgência e graves em seu Pronto-Socorro foi pactuado com todos os municípios da região, uma vez que levantamentos da Pasta apontaram que 60% dos casos que deram entrada eram de menor complexidade. "A medida visa otimizar a estrutura e o funcionamento para garantir atendimento aos casos mais complexos, em conformidade com o perfil assistencial do hospital como traumas, infartos, AVCs e baleados", explicou em nota.

Desde o início do novo regime de funcionamento do hospital, 608 pacientes foram avaliados como de baixa complexidade pela equipe hospitalar e encaminhados para UPA's ou UBS, enquanto que 472 foram avaliados e receberam atendimento por serem de classificação de risco.