PIB mogiano cresceu 112,6% de 2008 a 2018, aponta Seade

Indústria, comércio e serviços compõem o fator econômico representado pelo PIB
Indústria, comércio e serviços compõem o fator econômico representado pelo PIB - FOTO: Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) de Mogi das Cruzes cresceu 112,6% entre 2008 e 2018. De acordo com a mais recente atualização da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), a década analisada saltou de R$ 7.236.798 (R$ 19.234 per capita) para R$ 15.386.499
(R$ 34.704 per capita). O superávit está entre os três maiores do G5 - conjunto das cinco cidades mais populosas do Alto Tietê.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Gabriel Bastianelli, o crescimento do PIB no município e o fato de haver um aumento do valor per capita é um movimento positivo. O responsável pela Pasta também apontou caminhos dar continuidade ao aumento.

"Para esse crescimento ser sustentável, o desenvolvimento da cidade deve aliar a formação de mão de obra qualificada e a geração de empregos de qualidade, que trazem boa remuneração para a população", explicou Bastianelli.

O secretário acrescentou que o plano da administração municipal visa uma política pública intersetorial que leve o trabalho de empregabilidade para além do oferecimento de vagas, alcançando também a capacitação dos mogianos. Com isso, o crescimento da cidade irá promover o encontro da mão de obra qualificada com as necessidades das empresas, seja as que já estão no município, as que planejam expansão ou as que virão para Mogi.

"Isso gera um círculo virtuoso de desenvolvimento econômico, com reflexos positivos para o comércio, serviços e indústria. Para a população, as consequências diretas são a melhoria de sua qualidade de vida, do poder de compra e do acesso a bens e serviços", completou o chefe da Pasta.

Um dos mais importantes indicadores econômicos, o PIB apresenta a soma de todos os bens e serviços produzidos em uma área geográfica. Por meio dele é possível verificar detalhes da dinâmica e medir a atividade econômica de um município, Estado ou país.

Por sua vez, o PIB per capita dá indícios da qualidade e do padrão de vida da população, uma vez que é resultado do valor total do indicador dividido pelo número de habitantes da área.

Alto Tietê

Outras cidades do G5 também apresentaram crescimento significativo do PIB, algumas até superaram o índice de Mogi. É o caso de Suzano que, em 2008, tinha PIB de R$ 6.300.797 (R$ 24.608 per capita) e, em dez anos, aumentou 76,9%, atingindo R$ 11.147.866 (R$ 37.619 per capita).

Poá também conseguiu um PIB per capita elevado. Em 2008, a cidade registrava
R$ 3.441.498 (R$ 33.106 per capita); na última atualização esse valor subiu 35,4%, uma elevação que alcançou
R$ 4.660.371 (R$ 36.577 per capita) em 2018.

Com indicadores menores, Itaquaquecetuba, que registrava um PIB de R$ 2.452.457
(R$ 7.864 per capita) em 2008, cresceu 194,1%. Em 2018, a cidade chegou ao valor de R$ 7.212.560
(R$ 19.402 per capita). 

Com o menor indicador do G5 surge Ferraz de Vasconcelos. Há 12 anos, seu PIB era de R$ 1.353.555 (R$ 8.298 per capita) e, mesmo crescendo 131,8% em dez anos, o indicador ainda está distante dos vizinhos: R$ 3.137.940
(R$ 15.735 per capita).

*Texto supervisionado pelo editor.

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