Fase laranja começa na região e desagrada setor comercial

Decisão que fez o Alto Tietê regredir ocorreu pouco depois do
Decisão que fez o Alto Tietê regredir ocorreu pouco depois do "toque de restrição" - FOTO: Emanuel Aquilera

Passou a vigorar ontem, no Alto Tietê e em toda a Grande São Paulo, a fase laranja do Plano São Paulo. A medida tem como objetivo reduzir a lotação de internações nos hospitais que se aproximam do colapso. O endurecimento das regras desagrada setores do comércio mas acompanha uma onda de maiores restrições para mitigar a disseminação do coronavírus (Covid-19) em todo o país.

Na mesma semana em que o governo do Estado decretou o toque de restrição - medida inédita dentro da estratégia de combate à pandemia - foi decidido que a região retornaria para a fase laranja. Ambas mudanças apontam para a urgência do momento em que o Estado registra recordes nas internações, no sábado passado 15.517 pessoas estavam hospitalizadas em leitos de enfermaria e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O índice é o mais alto desde julho de 2020.

O endurecimento das restrições também é sentido em outros estados como o Rio Grande do Sul que dentro de sua estratégia impôs a bandeira preta em todo o Estado - nível mais grave do plano riograndense. Em Minas Gerais, oito regiões foram colocadas em onda vermelha, também o nível mais severo da estratégia mineira de combate à Covid-19.

Na comparação com os Estados citados, as restrições paulistas são menos duras, as mudanças impõe um limite de funcionamento nos estabelecimentos de até 8 horas diárias não podendo funcionar para além das 20 horas da noite e estabelecem a capacidade de lotação em 40%. Todos os setores do comércio e serviços continuam permitidos, a exceção são os bares que não servem alimentos, estes estão proibidos em qualquer horário.

Para o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio), bares, restaurantes e shoppings, que já estavam em uma situação delicada, serão os mais prejudicado com as limitações.

"Essa mudança nos pegou de surpresa, havíamos elogiado o decreto de toque de restrição para aumentar a efetividade do combate aos pancadões e outras aglomerações noturnas, mas novamente o governo do Estado toma um caminho prejudicial para todos", lamentou Valterli Martinez, presidente do Sincomércio. "A mudança reduz o horário de funcionamento dos estabelecimentos e quanto menos tempo ficam abertos, consequentemente, as aglomerações são maiores dentro daquele horário limitado", argumentou o dirigente.

Martinez destacou que o comércio sempre se esforçou para cumprir todos os protocolos exigidos por lei e que, individualmente por seus índices, Mogi estaria qualificada para permanecer na fase amarela, mas como o Plano SP agrupa os municípios por regiões, a cidade acabou sendo penalizada devido aos municípios vizinhos.

*Texto supervisionado pelo editor.