Governo estuda fase mais restritiva do que a vermelha

O Centro de Contingência do Coronavírus do Estado afirmou ontem que há discussões internas da possibilidade de implantação de uma etapa mais restritiva que a fase 1 (Vermelha) do Plano São Paulo de retomada das atividades, o que pode afetar a circulação de pessoas e atividades na região do Alto Tietê. A declaração foi feita na tarde de ontem.

A coletiva de imprensa contou com a presença do secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn; a diretora de Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) Regiane de Paula, a Procuradora-Geral do estado Camila Pintarelli e do coordenador do Centro de Contingência do Covid-19 do Estado João Gabbardo Reis. A reunião abordou a questão envolvendo a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o fornecimento de novas doses ao Ministério da Saúde, além da progressão da pandemia no Estado.

Segundo o coordenador do Centro de Contingência, a velocidade de contágio mostra-se preocupante. "Estamos avaliando mais restrições para todo o Estado e outras possibilidades que vão para além da fase 1. Podemos tomar medidas mais duras, uma vez que diferentemente do ano passado, todo o país está à beira do colapso de seu sistema de saúde", explicou.

Atualmente, o Alto Tietê, encontra-se na fase 2 (laranja). Nela, estabelecimentos não essenciais estão com mais restrições para atendimento ao público e um horário de funcionamento menor. Paralelamente, o governo do Estado instituiu o toque de restrições das 23 às 5 horas.

Segundo o chefe da pasta estadual da Saúde, a Grande São Paulo apresentou ontem uma taxa de ocupação de leitos de UTI na ordem de 74,3%. Caso a região chegue à faixa de 75%, poderá ser rebaixada para a Fase 1 (Vermelha). Sia, entre enfermaria e UTI.

O governo também tratou na entrevista coletiva da batalha judicial que o Estado está travando contra o Ministério da Saúde para o financiamento de leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o governador, foi necessário a Procuradoria Geral do Estado entrar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para forçar a homologação de leitos, que até ontem à tarde não era nenhuma por parte do governo federal.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a última ativação de leitos de UTI para o Alto Tietê aconteceu em janeiro, quando foram homologados 20 leitos de alta complexidade no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo e Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, além de dez vagas para o Hospital Padre Bento, em Guarulhos.