Apeoesp parabeniza Mogi por decretar fase vermelha

A subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Mogi das Cruzes parabenizou a decisão da Prefeitura em decretar um retorno para a fase vermelha do Plano São Paulo. Com dez casos de coronavírus (Covid-19) confirmados e outros 38 casos suspeitos identificados em várias escolas, a decisão do Executivo mogiano deverá encerrar as aulas presenciais nas unidades escolares públicas e privadas, colocando um fim na circulação de alunos, professores e funcionários.

Em greve sanitária contra as atividades pedagógicas presenciais desde 8 de fevereiro, os professores da Apeoesp em Mogi elogiaram a decisão da administração municipal. "O prefeito Caio Cunha (Pode) tomou uma decisão muito corajosa ao decretar o retorno para a fase vermelha e, consequentemente, o encerramento de várias atividades não essenciais, entre elas o ensino presencial nas escolas públicas e privadas", declarou a coordenadora do sindicato em Mogi, Vânia Pereira da Silva.

Em menos de um mês que as escolas permaneceram abertas na região, 25 unidades de ensino informaram casos suspeitos e nove confirmaram casos. No total, o levantamento da Apeoesp aponta que 38 membros da comunidade escolar estão com suspeita de infecção e outros dez já tiveram a confirmação. Os dados são referentes aos municípios de Mogi, Salesópolis, Guararema e Biritiba Mirim - cidades dentro da cobertura da subsede do sindicato estabelecido em Mogi.

Para a coordenadora, a tendência é que os demais municípios citados também adotem maiores restrições, seguindo Mogi. "As cidades vizinhas não dispõem de leitos para internação de pacientes com Covid-19, a maioria dos casos vem parar nos hospitais mogianos. Com o sistema beirando o colapso, essas cidades não podem arriscar manter a circulação da comunidade escolar. Estamos falando de muitas pessoas saindo de casa diariamente, pegando transporte e entrando em contato com outros", constatou.

Até recentemente, a Apeoesp em Mogi havia reclamado da omissão do poder público municipal diante do aumento de casos nas escolas. Os professores relatavam que, ainda que as escolas sejam de responsabilidade do Estado, a circulação de pessoas traria consequências para o sistema de Saúde do município, que acabaria, hora ou outra, arcando com mais casos oriundos das aulas presenciais.

*Texto supervisionado pelo editor.