ACMC pede mais diálogo com poder público

Com a decisão da Prefeitura de Mogi das Cruzes de colocar a cidade na fase vermelha do Plano São Paulo a partir da meia-noite, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) pede mais diálogo e planejamento com o poder público. A entidade se solidariza com o atual momento da pandemia de Covid-19, mas ressalta que é necessária uma comunicação prévia para que os comerciantes possam se organizar, especialmente na questão dos estoques e comunicação dos colaboradores.

A decisão de colocar Mogi na fase vermelha, anunciada ontem, foi tomada independente da classificação do governo estadual, que inseriu a Região Metropolitana na fase laranja. A diretoria da ACMC alerta que as constantes oscilações no Plano São Paulo trazem incertezas e impactos ao comércio, pois as medidas anunciadas sem tempo hábil inviabilizam que os comerciantes planejem os estoques, ações e rotinas de trabalho.

Com a fase vermelha, apenas os serviços essenciais como supermercados, farmácias e postos de combustíveis podem funcionar, os outros estabelecimentos precisam fechar as portas. No caso de restaurantes e bares, é possível atender por meio de delivery e drive thru.

De acordo com a presidente da ACMC, Fádua Sleiman, as alterações constantes geram insegurança jurídica aos empreendedores. "Além dos comerciantes serem impactados pela falta de planejamento na reclassificação do Plano São Paulo, Mogi deveria ter conversado com o comércio antes", reforçou.

A ACMC defende que a campanha de vacinação contra o coronavírus seja reforçada para que as pessoas possam ficar seguras e a atividade econômica seja retomada. "Precisamos de uma articulação entre os governos para conseguir mais doses e garantir uma imunização em massa.

O comércio tem seguido, desde o início da pandemia da Covid-19, a todas as recomendações da Vigilância Sanitária, não vamos baixar a guarda e pedimos a colaboração de todos para continuar com o distanciamento social e as regras de higiene", pede a presidente.