Comerciantes apelam por flexibilizações para funcionar

Fase Vermelha Mogi
Fase Vermelha Mogi - FOTO: Emanuel Aquilera

Os comerciantes de Mogi das Cruzes apelaram à Prefeitura pela permissão para continuarem trabalhando na fase vermelha do Plano São Paulo. O pedido do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) foi apresentado ontem ao secretário municipal de Desenvolvimento, Gabriel Bastianelli e para a Comissão da Indústria e Comércio da Câmara Municipal.

No documento, a categoria propõe alternativas para dar continuidade no atendimento aos clientes sem desrespeitar as medidas de restrição.

"Os comerciantes não possuem mais fôlego para suportar as restrições", declarou Valterli Martinez, presidente do Sincomércio. Para o dirigente, o retorno para a fase vermelha é um "amargo remédio" porque, se por um lado, a reclassificação argumenta que mais restrições são necessárias para mitigar a disseminação da Covid-19 por outro, ignora os impactos econômicos como falência das empresas e aumento do desemprego.

"O pedido que apresentamos ontem para a Prefeitura e Câmara Municipal tem o objetivo de balancear essa situação. Nossa ação visa defender vidas e empregos e por isso propomos um modelo de funcionamento do comércio que continue respeitando os protocolos da fase vermelha", explicou Martinez.

O documento apresentado pede que os estabelecimentos continuem funcionando sem a necessidade de acesso dos clientes ao interior da loja. Na prática, os comércios funcionariam no estilo drive thru e o lojistas trabalhariam apenas com entregas das mercadorias, atendendo tanto os clientes que fizeram pedidos por aplicativos ou para aqueles que estiverem passando pela calçada e pedirem algum produto.

"Queremos trabalhar seguindo todos os protocolos como temos feitos até então. Boa parte dos comerciantes estão endividados e já não possuem condições para pagar seus funcionários, as portas fechadas nesses próximos dias poderão ser permanentes para muitos", lamentou o presidente do sindicato, indicando que no documento que apresenta a proposta, cerca de 60 páginas são de fotos da fachadas de dezenas de estabelecimentos que já entraram em falência na cidade durante a pandemia do coronavírus.

Em janeiro, se antecipando aos próximos meses de dificuldade para o setor, o Sincomércio também protocolou na Prefeitura um pedido de parcelamento e redução de impostos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços (ISS) entre outros de modo que os comerciantes disponham de mais tempo para realizar os pagamentos e permaneçam abertos. O pedido segue em andamento.

ACMC

A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) também reivindicou a Prefeitura a revisão de tributos, a redução do ISS e o parcelamento do IPTU, além da criação de um programa de refinanciamento de dívidas para auxiliar o comércio. Os pedidos foram apresentados na terça-feira passada.

Uma estimativa da entidade aponta que com a reclassificação para a fase mais restritiva, as perdas podem chegar até 80% ou 100% em alguns setores.

Texto supervisionado pelo editor*