Vereadores apresentam indicações e requerimentos para a fase vermelha

Câmara Municipal de Vereadores de Mogi das Cruzes
Câmara Municipal de Vereadores de Mogi das Cruzes - FOTO: Mogi News/Arquivo

A Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes, na primeira sessão após o decreto de fase 1 vermelha pelo poder Executivo Municipal, apresentou uma série de indicações e requerimentos voltados às necessidades da comunidade. As indicações tem como objetivo reduzir o impacto do que vem sendo considerado o pico da segunda onda de contaminação no país pelo coronavírus (Covid-19).

A sessão também foi a primeira após a publicação do Ato Administrativo pelo presidente da Casa, vereador Otto Rezende (PSD), limitando o acesso do público aos gabinetes e mantendo apenas pessoas essenciais para a realização dos trabalhos. Por isso, parte dos vereadores trabalhou por teleconferência, ficando apenas alguns dos membros da Mesa Diretiva, entre outros.

Dois projetos foram encaminhados para as comissões permanentes para análise e encaminhamento. O projeto de Lei 15/21, de autoria do vereador Clodoaldo de Moraes (PL), pede que igrejas e templos sejam considerados como serviços essenciais em catástrofes e pandemias. E as representantes da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Mulher protocolaram o Projeto de Resolução 07/21, que estabelece a linguagem inclusiva de gênero nos trabalhos da Casa, visando o reconhecimento do espaço da mulher dentro do poder Legislativo.

Das 23 indicações protocoladas, duas ganharam destaque durante a leitura em plenário. O vereador Marcos Furlan (DEM) encaminhou indicação ao poder Executivo pedindo o adiamento da parcela de março do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para dezembro, devido à queda de arrecadação da pandemia.

Já o vereador Iduigues Martins (PT) pediu que o município integre o consórcio da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), para a compra de vacinas contra a Covid-19.

Durante o período da tribuna, os vereadores se revezaram em falar dos riscos do surto de Covid-19, o que levou à adoção de medidas de restrição pelo prefeito Caio Cunha (Pode). Mauro do Salão (PL) pediu a união dos esforços da comunidade, e Iduigues criticou diretamente a condução da pandemia pelo Ministério da Saúde e pelo governo federal.

Carlos Lucareski (PV) reforçou o risco de aglomerações, como as que acontecem no bairro Jardim Santa Teresa, pedindo que autoridades possam averiguar a situação durante os finais de semana em um parque localizado na comunidade, enquanto que Policial Maurino (Pode) elogiou o trabalho de patrulhamento da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), integrante da Guarda Municipal, que realizou uma série de prisões e apreensões de entorpecentes no final do mês de fevereiro.