Dossiê aponta mais de 260 comércios fechados em Mogi

Cenário é desolador com muitos estabelecimentos que fecharam as portas
Cenário é desolador com muitos estabelecimentos que fecharam as portas - FOTO: Divulgação

Um dossiê do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) revelou que mais de 230 estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços fecharam a porta definitivamente na região central da cidade. O levantamento foi apresentado à Prefeitura e Câmara Municipal em conjunto com pedidos de flexibilizações para funcionamento dos estabelecimentos que ainda tentam se manter ativos após meses de baixas vendas devido a pandemia do coronavírus (Covid-19).

As placas imobiliárias anunciando a venda ou aluguel de imóveis no Centro de Mogi das Cruzes se multiplicaram nos últimos meses. De acordo com levantamento do Sincomércio, 235 estabelecimentos espalhados em cerca de 60 ruas na região fecharam as portas definitivamente em razão dos reflexos de uma crise econômica que se arrasta há anos e foi agravada pela pandemia da Covid-19.

Na lista dos endereços mais afetados consta a rua Doutor Ricardo Vilela com 23 estabelecimentos fechados, rua Barão de Jaceguai com 19 propriedades com atividades encerradas e rua Senador Dantas com dez prédios desativados.

"Estimamos que o fechamento definitivo devido a falência desses estabelecimentos represente, no mínimo, cerca de 500 empregos", contou Valterli Martinez, presidente do Sincomércio. Segundo o representante da entidade comercial, o desemprego gerado na região pode ser ainda maior considerando que boa parte dos trabalhadores desses locais, hoje fechados, costumavam fazer compras e se alimentar nas redondezas. "A movimentação mantinha inumeráveis empregos indiretos", lamentou.

A contagem dos estabelecimentos que deixaram de funcionar no Centro e posteriormente foram documentados em um dossiê, começou quando o sindicato deu iniciou ao processo de atualização mensal do banco de dados de empresas cadastradas pelo Sincomércio. "Com isso constatamos que diversos comércios sindicalizados não estavam mais ativos, encaminhamos equipes até o local e fotografamos a fachada dos estabelecimentos com suas placas de aluga-se ou vende-se", explicou Martinez.

As fotografias preencheram dezenas de páginas de um documento que foi encaminhado na quarta-feira passada ao Executivo e Legislativo mogiano. As imagens de antigos escritórios, salões comerciais e prédios prestadores de serviços que povoavam o Centro acompanham um pedido por flexibilizações para o funcionamento na fase vermelha dos estabelecimentos que se mantiveram abertos.

Anteontem, o Sincomércio já havia entregue ao secretário de Desenvolvimento, Gabriel Bastianelli e ao vereador Clodoaldo Aparecido de Moraes um plano de flexibilização no comércio para este período de pandemia e principalmente porque Mogi entrou na fase vermelha nesta semana com medidas de restrições mais severas aos comerciantes. Apenas serviços essenciais estão liberados. O decreto do prefeito Caio Cunha vale até o próximo dia 8.

*Texto supervisionado pelo editor