Condemat eleva o tom e pede instalação de novos leitos

Ahsiuchi:
Ahsiuchi: "Situação vai se agravar em duas semanas" - FOTO: Irineu Junior/Secop Suzano

Sem o apoio do governo do Estado na ampliação imediata da oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid, o Alto Tietê enfrenta o risco iminente de colapso no sistema de saúde regional, informou na tarde de ontem o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat).

Desde o ano passado, após a redução em cerca de 28% dos leitos de UTI e 60% de Enfermaria, o consórcio tem cobrado do Estado a reposição destes leitos nas unidades hospitalares. Agora, de acordo com informações levantadas pela Câmara Técnica de Saúde junto à Secretaria de Estado de Saúde, existe a previsão de implantação de 70 leitos, sendo 30 de UTI e 40 de Enfermaria, porém essa implantação só aconteceria nos próximos 10 a 15 dias.

Hoje, o Conselho de Prefeitos do consórcio se reúne com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi para solicitar agilidade na implantação dos leitos e buscar apoio para contratação de leitos privados.

Os leitos de UTI serão implantados nos hospitais Santa Marcelina, de Itaquaquecetuba; Dr. Arnaldo Pezzuti, em Mogi das Cruzes e Hospital das Clínicas, em Suzano, sendo dez unidades para cada. Já os leitos de enfermaria serão implantados nos hospitais Dr. Arnaldo Pezzuti e HC de Suzano, sendo 20 em cada hospital.

Em reunião virtual realizada ontem, os prefeitos pontuaram que o prazo para a implantação destes novos leitos é muito grande, o que coloca em risco o sistema de saúde regional, que, diante da alta de internações e com as perspectivas de piora nos índices no mês de março, não suporta mais esperar. "Nas próximas duas semanas teremos um agravamento ainda maior da pandemia, por isso nossa região não suporta esperar por mais dez dias para a implantação destes leitos. Precisamos que esta ampliação aconteça imediatamente para suprir a necessidade que já existe na região", disse o presidente do consórcio e prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL).

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde a região registra taxa de ocupação de leitos UTI em 89,4% (data base de 1º de março).Desde o início da semana as unidades hospitalares de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Santa Isabel enfrentam condições críticas, chegando ao limite da capacidade de atendimento.

Hoje estas unidades permanecem com a ocupação em 100%, condição inédita neste um ano de pandemia. "Nossa região está seguindo as medidas de restrições e avançando na campanha de vacinação, porém a ampliação da nossa capacidade hospitalar é condição fundamental para enfrentarmos a pandemia. Os prefeitos do consórcio estão unidos e dispostos a encontrar soluções conjuntas com o Estado para que a população não fique sem atendimento", reforçou o presidente.

Prefeituras seguem Fase Vermelha, com ampliação das restrições. Ainda durante reunião virtual do Conselho de Prefeitos foi definido que os municípios ampliarão as medidas de restrições da Fase Vermelha com a suspensão do início das aulas presenciais na rede municipal, previsto para o dia 15 de março na maioria dos municípios. Em Guararema, cuja as aulas presenciais foram retomadas em janeiro, as atividades estarão suspensas a partir de segunda-feira (08/03).

No caso de escolas da rede estadual e privada, a maioria das prefeituras optou pelo fechamento das unidades, com exceção de Ferraz de Vasconcelos e Guarulhos, que vão seguir o Plano São Paulo com abertura das unidades com 35% da capacidade, sem a obrigatoriedade da presença do aluno.

Com relação às igrejas, os municípios optaram por dialogar com líderes religiosos e solicitar que as cerimônias sejam realizadas de maneira virtual e, em caso de missa ou culto presencial, seja respeitado o limite de horário até 19h30 e a capacidade de público em até 30%. Em Mogi das Cruzes as cerimônias só podem ser realizadas de maneira virtual, porém as igrejas podem abrir para atendimentos individuais.

Mortes

O Alto Tietê registrou ontem mais 12 mortes por coronavírus. A região já acumula 2.324 óbitos