Juliana Rodrigues Trio toca a complexidade da vida em álbum

Plataformas digitais recebem novo projeto no dia 15/04
Plataformas digitais recebem novo projeto no dia 15/04 - FOTO: Divulgação

O Juliana Rodrigues Trio, formado por Juliana Rodrigues (piano) Abner Paul (bateria) e João Benjamin (baixo), está com um novo projeto: o álbum 'Vive'. Com lançamento digital previsto para 15 de abril, os primeiros singles já estão disponíveis no Spotify e YouTube.

Está em uma poesia de Juliana, que nasceu em Mogi das Cruzes, estudou no Conservatório Souza Lima, na Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp) e no Newpark Music Centre, na Irlanda- uma das inspirações para a concepção do álbum.

"Tão relativo o tempo para quê se ater tanto a um mero marco? Para quê medir tanto quando foi, se já foi, se já é? Vive.", é o que dizia o poema escrito originalmente para acompanhar a faixa 'Afrinco', do CD de estreia do trio, 'Mnemosine', de 2017.

Um ano depois do lançamento, Juliana estreou no palco do Instrumental Sesc Brasil. E dois anos depois participou com os companheiros Abner e João, do 'Festival Internacional Jazz al Este', realizado no Paraguai.

As experiências vividas durante a turnê no país vizinho levaram a concepção de 'Vive'. Afinal, seja no estúdio ou no palco, o trio sempre dá espaço para a experimentação, para a liberdade. Para a criatividade.

Juliana, Abner e João testaram, no palco, novas faixas. Alguns exemplos são 'Entre as Estrelas e o Chão', 'Quatro por Meia Dúzia', 'Afro BA' e também uma série de improvisos que foram incluídos em 'Vive'.

Tudo aconteceu de forma natural. Juliana tinha crédito de algumas horas no estúdio Arsis, em São Paulo, e decidiu registrar as três canções que já tinham sido apresentadas ao público. Quando foram gravar, porém, os músicos decidiram expandir a ideia, e iniciaram a configuração de um disco inteiro.

"As músicas se transformaram bastante", explicou a pianista, que enxerga no novo trabalho uma metáfora para a vida. "A gente entendeu que é tudo um processo, e que a cada momento estamos em partes diferentes dele" afirmou.

Essa é apenas uma das várias reflexões que permeiam a obra. Todas as composições têm raízes em questionamentos complexos e por vezes pessoais. Há, por exemplo, dois improvisos - 'Camarim, figurino e cenário' e 'Como fosse a cura' - feitos por Juliana em homenagem a sua mãe, Roselene.

Com duas faixas carregadas de sentimento, 'Vive' já tinha cinco músicas. Outro experimento que vinha dos palcos, 'Mataram Mais Uma de Nós', foi adicionado. E então já eram seis. Mas ter solos apenas de Juliana não parecia justo, e ela convidou os demais integrantes a partilharem suas emoções. "Sempre digo que amo tocar minhas músicas, mas odiaria tocar somente as minhas", declarou a artista. O resultado pode ser ouvido em 'Sol', com a bateria e a kalimba de Abner Paul, e 'Pro João', com o baixo de João.

'Vive', foi contemplado com recursos da Lei Aldir Blanc em sua versão física. Com os recursos repassados pelo governo federal, 300 cópias serão prensadas em breve.

Até o dia 15 de abril, quando o álbum será disponibilizado na íntegra nas plataformas digitais, diversos materiais serão lançados nas redes sociais (YouTube, Facebook e Instagram) de Juliana Rodrigues.