Licitação do Projeto Mogi Eco Tietê está em andamento

Projeto em Cezar de Souza, onde terá a maior intervenção urbana, passa por reformulação na rede de esgoto
Projeto em Cezar de Souza, onde terá a maior intervenção urbana, passa por reformulação na rede de esgoto - FOTO: Mogi News;Arquivo

Considerado como um dos mais ambiciosos projetos urbanísticos da história recente de Mogi das Cruzes, o "Projeto Mogi EcoTietê" segue aguardando novos desdobramentos para suas novas etapas, sendo uma delas a da reformulação da Estação de Tratamento de Esgoto Leste (ETE-Leste). O total de investimentos previstos para todo o programa é de aproximadamente R$361 milhões.

Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, o processo licitatório para a melhoria e ampliação da ETE-Leste segue em andamento, com uma previsão de investimento de R$45,7 milhões e um prazo de construção de até três anos para a obra. A obra prevê a ampliação da capacidade de processamento de esgoto na instalação, que passará de 142 para 460 litros por segundo.

As obras da nova estação de esgoto fazem parte do eixo de saneamento básico do programa Mogi EcoTietê. O eixo também prevê a recuperação de dois córregos - dos Corvos e Lavapés, além da instalação de novas redes de água e esgoto na região de Cézar de Souza, totalizando R$145 milhões na previsão original do projeto.

Até o momento, foram aprovadas as licitações de dois parques municipais - o Antonio de Almeida (R$10,8 milhões) e Francisco Rodrigues Filho (R$4,5 milhões). As obras, que fazem parte do eixo socioambiental do projeto, deverão ser concluídas em um prazo de 12 a 18 meses.

Para o futuro, estão previstas obras do chamado "eixo de mobilidade e desenvolvimento urbano", que incluem a criação de um corredor ambiental ecossustentável (Caes), de aproximadamente 6 km de extensão, além de 30 quilômetros de ciclovias e uma passarela sobre o rio Tietê, a um custo total de R$143,9 milhões no projeto inicial, bem como R$ 61,3 milhões para gestão, desapropriação de terrenos e outras despesas que viabilizarão o projeto. Todas as verbas, aprovadas junto à Cooperação Andina de Fomento (CAF), financiadora do projeto, serão liberadas conforme forem realizados os certames de licitação.

A iniciativa, que teve início em 2018, chegou a receber críticas do prefeito Caio Cunha (Pode) na época em que era vereador. "O diálogo, a transparência e a participação são marcas primordiais da atual gestão. Todos os projetos estão sendo debatidos de forma intensa, com o objetivo de assegurar resultados efetivos, sempre com eficiência, sustentabilidade e visando o interesse das pessoas", afirmou a Administração Municipal em nota.

A municipalidade reforça a importância do projeto, e ressalta o compromisso do atual gabinete de secretários com a viabilidade do Mogi EcoTietê. "O time de secretários municipais está debruçado em cada eixo do programa com o objetivo de melhorar ainda mais as propostas", concluiu em nota.

No dia 23 de junho de 2020, o Senado Federal aprovou o projeto que permite que Mogi das Cruzes assine o contrato de financiamento com o CAF, o Banco de Desenvolvimento da América Latina, para as obras do Programa Mogi que promete ser a maior intervenção urbana.