738 mulheres estão com medidas protetivas ativas

Mogi das Cruzes tem, atualmente, 738 vítimas de violência contra a mulher com medidas protetivas determinadas pela Justiça e recebem o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha. Somente neste ano, quatro agressores já foram presos pelo serviço de proteção às mulheres. Até ontem, foram registradas dez ocorrências com quatro agressores detidos em flagrante. Entre janeiro e março do ano passado, sete agressores foram detidos em flagrante em sete ocorrências.

Já em todo o ano passado, 36 agressores foram detidos em ocorrências de violência contra a mulher, quando 24,6 mil rondas também foram realizadas. Os dados foram obtidos pela reportagem ontem, no Dia Internacional da Mulher.

Ainda em Mogi, a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), oferece acompanhamento preventivo e periódico, para garantir proteção às mulheres em situação de violência que possuem medidas protetivas de urgência expedidas pelo Poder Judiciário com base na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).

No início do mês anterior, a Prefeitura informou que o trabalho de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica será intensificado em Mogi com a atuação conjunta entre o próprio Executivo, por meio da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal, e a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Para o secretário municipal de Segurança, André Ikari, com a pandemia, este trabalho se torna essencial, uma vez que as famílias estão mais tempo em suas casas o que, muitas vezes, pode proporcionar mais proximidade entre o agressor e a vítima.

Em Itaquaquecetuba, a 1ª DDM foi inaugurada ontem na rua João Barbosa de Moraes, no bairro Vila Zeferina. De acordo com a Prefeitura, desde janeiro deste ano foram registradas 107 medidas protetivas no município.

Já em Suzano, a GCM atendeu a 13 ocorrências envolvendo violência contra a mulher, de janeiro a março de 2020, por meio da Patrulha Maria da Penha. Neste ano, até o momento, já foram contabilizados dez casos.

Em Poá, nos dois primeiros meses deste ano, foram registrados 347 casos de violência contra a mulher pela Patrulha Maria da Penha, sendo 166 deles em janeiro e 181 em fevereiro. "Não temos como comparar os dados com o mesmo período, em 2020, em virtude de não haver esse controle na gestão anterior", pontuou a Prefeitura poaense.