Ensino remoto se transforma no maior desafio dentro de casa

Aprimoramento foi constatado em levantamento
Aprimoramento foi constatado em levantamento - FOTO: PMMC/Divulgação

A troca do giz branco e lousa verde pela tela de uma computador foi a mudança repentina que mais surpreendeu os professores e alunos nos últimos 12 meses. Naturalmente, a internet possibilita funcionalidades desenvolvidas com mais facilidade, porém, em um cenário em que professores atuavam durante anos de forma presencial, ela se tornou um grande desafio.

Para os alunos que também não tinham habilidades com a tecnologia, como aqueles em fase de alfabetização, o modelo também foi desafiador. Para isso, a rede municipal e estadual têm movimentado uma série de mudanças nas plataformas e meios digitais. Em Suzano, o secretário municipal de Educação Leandro Bassini explicou que, ao longo de 2020, os professores foram se adaptando às ferramentas da Plataforma do Saber.

"Isto possibilitou a inclusão de vídeos e sons, conversação em grupos e atividades voltadas para leitura, perguntas e respostas, jogos, entre outras funções na plataforma.", disse. Já neste ano, o ensino está concentrado nos materiais impressos colocados à disposição das crianças em casa.

Isso porque, a Secretaria Municipal de Educação tem se dedicado a buscar junto às operadoras de Internet e também ao governo do Estado uma inovação que permita reduzir ou até mesmo eliminar o consumo de dados por parte de quem acessa a Plataforma.

Por meio deste portal, os estudantes acompanham aulas e realizam tarefas completamente on-line. Nestes 12 meses de ensino remoto necessários para conter o novo coronavírus (Covid-19), o contato e interação constante com os estudantes e familiares; a garantia de uma rotina de estudos dos alunos e o uso dos recursos tecnológicos por parte dos educadores foram as principais dificuldades notadas pelas diretora do Departamento Pedagógico de Mogi das Cruzes, Andréa Souza.

"No início, o contexto de incertezas foi desafiador para a tomada de decisões urgentes, seja na priorização dos materiais a serem utilizados, na adequação de seu uso, na garantia de qualidade e equidade no atendimento às crianças", explicou a diretora.

No percurso, o Departamento diversificou estratégias com foco na continuidade do processo de aprendizagem e na diminuição dos impactos que o distanciamento causou. Em Mogi, os alunos recebem as atividades por meios de comunicação como o WhatsApp, Telegram e o Facebook.

Para garantir o aprendizado de todos, tanto as prefeituras quanto o Estado enviam os materiais didáticos impressos para aqueles que não têm acesso à internet. A medida não seria necessária caso o programa Internet para Todos tivesse sido colocado em prática há três anos pelo ministro GIlberto Kassab.

A proposta era levar acesso à banda larga para localidades sem conectividade no país, com a instalação de até 80 mil antenas para distribuição do sinal de internet.

Segundo a coordenadora da plataforma, Bruna Waitman, hoje existe a possibilidade de uma maior interação com os alunos.