Só o aprendizado online não é ideal

Para os professores, o ensino remoto não substitui a interação pessoal entre aluno e educador. O ideal, de acordo com as partes, é que os recursos tecnológicos continuem sendo utilizados como forma de ensino complementar após o fim da pandemia pela Covid-19.

Foi o que explicou o professor de História, Tecnologia, Protagonismo Juvenil e Orientação de Estudos, Deide Wander Novais Cortes, que leciona na Escola Estadual Adelaide Maria de Barros, em Mogi. Por parte do professor, existe uma preocupação de que apesar de ser uma ferramenta importante no processo de aprendizado, não substitui a aula presencial.

Esta substituição se refere às relações com os materiais escolares, e às relações humanas que acontecem na escola, seja ela com os colegas ou demais profissionais. "Por parte dos alunos, percebemos que existe a preferência pelo ensino presencial, por conta da interação com os colegas e professores e nas facilidades da compreensão dos conteúdos aplicados", acrescentou o professor.

O mesmo afirmou a professora Marinalva Santiago Tupinambá, sobre a interação entre aluno e professor. A educadora leciona aulas na Escola Estadual Esli Garcia Diniz, em Arujá, e contou que falta muito a ser feito pela inclusão digital.

"A democratização da internet é necessária e urgente. E não significa apenas o acesso aos dados móveis; também nos instrumentos adequados. Insisto em afirmar que nada substitui nossa presença física, mas o momento é de se preservar a vidas", apontou. Para ela, as aulas online não são o modelo ideal de educação, no entanto, é o necessário a ser feito neste contexto de pandemia. Os professores também foram muito afetados e se reinventaram para dar aulas. (T.M)