Câmara aprova protocolo de compra de vacinas para Mogi

Uma indicação e um projeto serão propostos
Uma indicação e um projeto serão propostos - FOTO: Divulgação

A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou na sessão de ontem o projeto de Lei 21/2021, de autoria do prefeito Caio Cunha (Pode), que ratifica o protocolo de compra de vacinas, insumos e medicamentos em modalidade de consórcio intermunicipal.

O projeto foi apresentado na sessão de anteontem pelo Executivo em regime de urgência, para viabilizar a inclusão do município no grupo de mais de 1,5 mil municípios que contribuirão diretamente para a compra de vacinas contra a Covid-19. O Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar) é organizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e no dia 22/03 pretende realizar a reunião para definir os detalhes da compra dos imunizantes.

Segundo a vereadora Inês Paz (PSOL), os municípios brasileiros realizaram o esforço de se unir frente à incompetência do Ministério da Saúde e do governo federal em realizar uma política nacional adequada e um Plano Nacional de Imunização que atendesse à população à frente do vírus. A crítica foi compartilhada por diversos vereadores, desde Iduigues Martins (PT) a José Luiz Furtado, o Zé Luiz (PSDB): "O único tratamento precoce que pode ser admitido é o da vacinação para toda a população", afirmou Zé Luiz.

Na sessão, o presidente do Legislativo, vereador Otto Rezende (PSD), encaminhou uma indicação à Prefeitura de Mogi das Cruzes para que a TV Câmara seja usada no ano letivo de 2021 para a transmissão de conteúdo educacional aos alunos da rede municipal de ensino. A iniciativa, que foi realizada em 2020 como uma alternativa para o ensino à distância para alunos que não possuem internet de alta velocidade em suas casas, foi celebrada pelos vereadores como uma maneira a democratizar o acesso à informação.

Os vereadores também encaminharam para as comissões responsáveis o novo projeto de Lei 22/2021, de autoria da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara, que visa criar um programa de incentivo à reinserção da mulher vítima de violência doméstica ao mercado de trabalho. Segundo as vereadoras Inês Paz, Fernanda Moreno (MDB) e Maria Lucia Fernandes, a Malu Fernandes (SD), a dependência financeira acaba sendo um dos motivos que obriga as mulheres abusadas a continuarem vivendo com seus agressores. "Mogi das Cruzes pode dar o exemplo e dar empregabilidade para mulheres que querem não apenas uma vida melhor, mas viver. Este é um projeto bem detalhado, e contamos com a participação das empresas da cidade a tornar esta proposta real", concluiu a vereadora do PSOL.

CONTRA AUMENTO

O Poder Legislativo mogiano aprovou uma moção do vereador Eduardo Hiroshi Ota, o Edu Ota (Pode) de descontentamento à empresa Petrobrás devido aos sucessivos aumentos no preço dos combustíveis. A matéria foi aprovada com unanimidade da Casa, que aproveitou o momento para tecer críticas à condução da economia por parte do governo federal com os reajustes em plena pandemia.