PM vai colaborar com a fiscalização no ALto Tietê

As cidades mais populosas do Alto Tietê informam que passaram a reforçar, com o apoio da Polícia Militar, o trabalho de fiscalização durante a Fase Emergencial de restrições a comércios e circulação de pessoas. As ações tem como objetivo evitar aglomerações e festas clandestinas, que podem aumentar a transmissão do coronavírus (Covid-19) no que é considerada a segunda onda de infecções.

A demanda por um maior envolvimento da Polícia Militar foi tratada pelos prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), em reunião por videoconferência realizada anteontem com representantes do Centro de Policiamento de Área Metropolitano 7 e 12 (CPAM-7 e CPAM-12), responsáveis pelo patrulhamento na região. Enquanto que os prefeitos requisitaram o auxílio da PM para suplementar os quadros, o comandante do CPAM-12, coronel José Raposo de Faria Neto, confirmou que será criado um canal de comunicação para atuação em conjunto para evitar abusos em estabelecimentos comerciais e pancadões.

A Secretaria Municipal de Segurança de Mogi das Cruzes apontou que o trabalho de fiscalização já conta com o apoio da PM, inclusive na condução dos trabalhos da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp), além das novas leis que permitem punições mais duras a organizadores de eventos irregulares e aglomerações com multas a partir de R$ 3,7 mil e que podem chegar a R$ 18 mil.

De acordo com o comando da Guarda Civil Municipal (GCM) de Ferraz de Vasconcelos, as ações contra estabelecimentos estão sendo realizadas desde o início da Fase 1 (Vermelha) do Plano São Paulo, e que a condução do "toque de recolher" em voga desde segunda-feira está sendo feita com bom-senso. "Cabe destacar que, por conta de Ferraz ser uma cidade-dormitório, a maior parte das pessoas que estão circulando após às 20 horas são trabalhadores", informou.

Algumas das cidades adotaram abordagens jurídicas diferenciadas para a pandemia. Enquanto que Itaquaquecetuba segue o Plano São Paulo e as medidas do governo estadual, Poá e Suzano, por sua vez, emitiram decretos que reforçam as punições.