Hospital de Campanha pode funcionar em Braz Cubas

Viabilidade do projeto ainda depende de avaliações técnicas. Prédio está em obras
Viabilidade do projeto ainda depende de avaliações técnicas. Prédio está em obras - FOTO: Emanuel Aquilera

A Prefeitura de Mogi das Cruzes avalia a possibilidade de abrir um hospital de campanha no prédio da futura Maternidade Municipal, no distrito de Braz Cubas. Com ocupação de 100% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para coronavírus (Covid-19) há uma semana, o Executivo municipal pretende suprir a demanda por internações com um novo hospital temporário. Dessa vez, a nova instalação deverá disponibilizar tanto leitos de UTI quanto Enfermaria, no entanto, a viabilidade do projeto ainda depende de avaliações técnicas de engenheiros e médicos, uma vez que o prédio ainda está em obras.

A alta de internações de pacientes com sintomas da Covid-19 em Mogi começa a exigir um segundo hospital de campanha. Por sete dias consecutivos a cidade tem registrado ocupação total dos 143 leitos de UTI localizados em sete hospitais. "Estamos avaliando a possibilidade de aproveitar a estrutura da Maternidade Municipal para abrir um Hospital de Campanha. Entendemos que é melhor investir em uma estrutura própria e já existente do que alugar uma estrutura provisória. Estamos correndo para garantir a utilização desse espaço nos próximos meses", disse o prefeito Caio Cunha (Pode) em suas redes sociais.

Como a construção da futura maternidade ainda não foi concluída, registrando uma conclusão de 75% do total, a Prefeitura solicitou à empresa responsável pelos serviços o adiantamento de algumas alas para que possam ser utilizadas como infraestrutura para abrigar os leitos. Desse modo, o investimento em uma estrutura própria e já existente tornaria viável a utilização do hospital de forma permanente mesmo em momentos de baixa demanda, sem o risco de desmontar a unidade na incerteza sobre o fim da pandemia, como já ocorreu anteriormente.

Entre maio e agosto do ano passado, funcionou em Mogi um hospital de campanha montado na Avenida Cívica, no bairro do Mogilar. A unidade chegou a ter capacidade de ofertar 200 leitos de Enfermaria mas nunca teve mais do que 50 vagas ocupadas simultaneamente. Diante da redução de casos e baixa demanda registrada na época, o hospital foi desmontando e os pacientes foram absorvidos pelo sistema de Saúde permanente da cidade que também recebeu novos leitos chegando a se aproximar do total de leitos ofertados pelo hospital temporário.

Em um cenário totalmente diferente, onde, ao invés do fim da pandemia, a cidade e o país registram recordes de óbitos, a preocupação dos pacientes em fila de espera por vagas é com o tempo necessário para a inauguração dessa unidade, "meses" segundo declaração do prefeito. Por isso, a Prefeitura também deixou em aberto a possibilidade de instalação de um hospital de campanha em tendas, funcionando nos mesmos moldes do anterior. "A gestão avalia todas as possibilidades, exatamente por isso está sendo considerada esta alternativa de aproveitar a estrutura da futura Maternidade Municipal", informou em nota a Prefeitura de Mogi.

* Texto supervisionado pelo editor*